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Cáritas fala em falta de vontade política para erradicar a pobreza

22 mar, 2018 - 00:58

Eugénio da Fonseca comentou, assim, as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa que disse sentir vergonha por Portugal ser um dos países mais desiguais da Europa.

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A falta de vontade política é o derradeiro entrave ao avanço de uma estratégia nacional para a erradicação da pobreza, diz o presidente da Cáritas.

Eugénio da Fonseca reage assim, na Renascença, depois de esta quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa ter afirmado ser uma vergonha nacional Portugal ter uma das sociedades mais desiguais na Europa.

O responsável da Cáritas fala em falta de vontade política para resolver o problema, mas compreende as declarações do Chefe de Estado.

“É uma expressão sentida de quem não se resigna com a questão da pobreza. Quando o Presidente pede uma estratégia é porque já existem dados, existe reflexão suficiente para dar início a essa estratégia. Ela passa por medidas estruturantes e essas medidas estruturantes obrigam a decisões políticas. Isto não pode ser olhado apenas como discurso que fica bem a um político, mas depois não há vontade política para fazer acontecer a transformação”.

O Presidente da República apelou à criação urgente de uma estratégia nacional para acabar com as situações de miséria.

Comentários
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  • couto machado
    23 mar, 2018 Porto 16:02
    O problema da pobreza em Portugal, tem a idade da nação. A última individualidade/governante a falar sobre o assunto, foi o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa. Todas as outras individualidades nunca sequer se aproximaram das pessoas que vivem na rua e nunca lhes serviram um prato de comida como ele o fez e que vimos nas televisões. Quer dizer que o exemplo caiu em saco roto. Essa malta cheira mal, mas o Senhor Presidente não ligou a esse pormenor. Mas com a sua atitude louvável, não consegue jamais erradicar a pobreza. O Senhor Presidente do Conselho do anterior regime, António Oliveira Salazar, num dos seus discursos lapidares disse: enquanto houver um português sem pão e sem lar, a revolução continua. Foi o que se viu. Deixou centenas de toneladas de ouro, amealhado ao longo do seu reinado, para depois a revolução do 25/A, ou melhor, os seus revolucionários o fizessem desaparecer. Gostava de saber se o senhor Presidente da Cáritas alguma vez serviu sopa a esses desgraçados. Como diz o outro: haja Deus

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