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​Fogos de 2017. Provedora de Justiça trabalha com estimativa de 125 mortos

02 jan, 2018 - 17:54 • Marina Pimentel

Valor não é o final – é preciso averiguar as circunstâncias das mortes indirectas – mas é superior aos 111 mortos já divulgados publicamente.

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A provedora de Justiça está a trabalhar com uma estimativa de 125 vítimas mortais directas e indirectas dos grandes incêndios de 2017, a 17 de Junho e 15 de Outubro, sabe a Renascença. O valor está a ser usado no processo de atribuição de indemnizações aos familiares das vítimas.

O número, que foi comunicado pelo Ministério da Justiça à provedora de Justiça, está acima do universo dos 111 mortos (directos e indirectos) até agora contabilizados na soma das vítimas dos fogos de Pedrógão Grande e 15 de Outubro do ano passado.

A estimativa de 125 mortos não é o número final de mortos nos grandes incêndios do ano passado. Trata-se de uma estimativa de trabalho que está a ser usada no processo de atribuição de indemnizações às famílias das vítimas. Será necessário averiguar as circunstâncias das mortes, sobretudo das indirectas.

As situações mais graves de incêndios em Portugal em 2017 ocorreram em Junho, em Pedrógão Grande, quando um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo os dados tornados públicos, 66 mortos e mais de 250 feridos, e a 15 de Outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, que provocaram, de acordo com os números já divulgados, 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

A provedora de Justiça abriu até agora 43 processos de indemnização aos familiares das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande e 15 de Outubro do ano passado. Estes processos correspondem a 81 pedidos apresentados.

O gabinete da provedora de Justiça disse à Renascença que, em relação a 26 dos processos, Maria Lúcia Amaral fez já uma proposta de indemnização. Os familiares têm agora 30 dias para contestar ou aceitar o valor da indemnização.

Quanto aos valores que estão em causa, a provedora recusa dar qualquer informação por entender que a matéria é sigilosa. O Governo fixou em 70 mil euros o valor mínimo de indemnização a receber pelos familiares das vítimas mortais.

Depois de estarem concluídos os processos relativos às vítimas mortais, inicia-se o processo para os feridos graves.

A indemnização a atribuir pela provedora de Justiça não obsta a que os familiares das vítimas avancem para tribunal e não limita o direito a serem ressarcidos pelas seguradoras.

Comentários
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  • H. Romeu Pau
    02 jan, 2018 22:21
    Tempos estranhos estes em que vivemos. As notícias que não são boas são escondidas e deturpadas e a ilusão sobrepõe-se à realidade. Raros os jornalistas que ainda tem coragem para mostrarem os factos. Quando a festa e as ilusões acabarem o povo pagará mais uma vez com o corpo e a carteira toda a farra xuxalista .Até lá viva o xuxalismo !
  • Filipe
    02 jan, 2018 évora 21:11
    Aberta a loja do leilão de mortos ! Quem dá mais ? Descaramento mental desta gente ! Então no Hospital pagaram mais de 200 mil euros pela troca de medicamentos para os olhos e agora cada morto vai a leilão pelo mínimo de 70 mil euros ? Podem licitar !
  • Xuxas Manipuladores
    02 jan, 2018 Lx 19:49
    Os jornais, com excepção de poucos, andaram a esconder esta vergonhosa tragédia e suas consequências. Os xuxas são uns manipuladores, sempre o foram...Uma vergonha que nos envegonha como coletivo.Acresce que se estrana o silêncio comprado do PCP e do Bloco de Esquerda...mas são os tempos novos dos impostores, dos mentirosos e dos maniluadores xuxalistas...