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Raríssimas. Presença de Paula Brito e Costa na Casa dos Marcos leva a protesto de funcionários

20 dez, 2017 - 11:12

A ex-presidente da associação Raríssimas chegou à instituição com o marido e o filho e acompanhada por seguranças.

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Paula Brito e Costa, no centro de uma polémica sobre a utilização de fundos da associação Raríssimas para fins pessoais, chegou esta quarta-feira à Casa dos Marcos (o principal projecto da associação que apoia doentes com doenças raras) para trabalhar.

A ex-presidente da associação fez-se acompanhar do marido e do filho, também implicados no caso, e, segundo a SIC Notícias, acompanhada por seguranças.

Em resposta, os funcionários da Casa dos Marcos saíram para a rua e concentraram-se em frente da instituição. Consideram "inadmissível" a presença de Paula Brito e Costa ali e recordam o abaixo-assinado que fizeram para a afastar da Raríssimas e da Casa dos Marcos, onde ainda é directora-geral.

Recusam, por isso, voltar ao trabalho enquanto Paula Brito e Costa não sair das instalações.

Após acusações de gestão danosa, Paula Brito e Costa demitiu-se do cargo de presidente da Raríssimas, mas manteve o seu lugar na Casa dos Marcos, a unidade de saúde que criou a partir da associação.

A sua presença estará a causar desconforto entre os funcionários da Casa dos Marcos, que desde a reportagem da TVI temem pelo futuro da instituição.

Segundo o “Correio da Manhã”, Paula Brito e Costa ter-se-á apresentado hoje ao trabalho para evitar ser despedida por justa causa (dado que não comparece ao trabalho desde dia 12 de Dezembro).

O Código do Trabalho admite a demissão por justa causa dos trabalhadores que faltam cinco dias de trabalho consecutivos sem justificação ou dez dias intercalados. E a fundadora da Raríssimas já tinha dito que só deixaria o cargo na Casa dos Marcos se tivesse direito a indemnização e subsídio de desemprego.

A reportagem da TVI que denunciou a alegada gestão danosa por parte de Paula Brito e Costa, que terá utilizado fundos destinados à instituição em proveito próprio, foi emitida a 9 de Dezembro.

A jornalista Ana Leal apresentou documentos que levantaram suspeitas sobre a agora ex-presidente da associação e apontou irregularidades, entre as quais a compra de vestidos de alta costura, bens alimentares caros e o pagamento de deslocações, além do carro de alta gama pago pela Raríssimas.

Além disso, Paula Brito e Costa terá beneficiado de um salário de três mil euros e de um Plano Poupança Reforma que rondava os 800 euros mensais.

O caso já levou também à demissão do secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, que colaborou com a associação como consultor em 2013 e 2015.

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  • Maria Catarina
    20 dez, 2017 Rana 14:30
    Foi buscar os vestidos que se esqueceu.
  • Jose
    20 dez, 2017 Lisboa 13:49
    Passou anos a maltratar funcionários, e agora estes vingam-se. Cada um tem aquilo que merece.
  • tem piada!
    20 dez, 2017 pt 12:38
    mas sem graça nenhuma, a ignorância, ou má fé, que alguns comentadores expressam nos seus comentários! Insinuam e caluniam, ajuizando como se estivessem a comer uma sopinha de pedra!...
  • Maria Catarina Lopes
    20 dez, 2017 Murtal 12:10
    Este ministro devia ser utente da Raríssimas, dado que ele tem amnésia galopante , foi por engano quando foi vice da assembleia geral devia ser utente.
  • VIEIRA DA SELVA
    20 dez, 2017 Lx 11:54
    É caso para chamarem o Delgado para a assessoria da menina e o zarolho para lhe entregar mais umas centenas de milhares de euros pois os tugas adoram pagar para parasitas...Povo estranho este que aceita tanta porcaria...
  • João Paulo
    20 dez, 2017 Portalegre 11:43
    Portugal, país à beira mar plantado. Só visto, desloca-se à Casa dos Marcos com seguranças, devia ir era acompanhada de guardas prisionais, mas como neste País os prevaricadores andam e passam impunes, nem dá para acreditar. O Sr. Ministro da segurança social já devia ter posto ponto final a esta pouca vergonha, mas se calhar não o pode fazer, veremos o próximo episódio. Já agora proponham também uma comissão de inquérito no parlamento para apurarem responsabilidades. A geringonça agora não atua, talvez sejam complacentes com tudo isto. Portugal no seu melhor mais uma vez.