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Primeira igreja reconstruída no Iraque já reabriu ao culto

12 dez, 2017 - 19:20 • Ângela Roque

A Igreja de São Jorge, em Telleskuf, esteve três anos ocupada pelo Estado Islâmico. Foi saqueada, profanada e danificada, mas voltou agora a acolher fiéis.

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A Igreja de São Jorge, na vila de Telleskuf, no Norte do Iraque, foi reinaugurada na passada sexta-feira, informou esta terça-feira a fundação Ajuda à Igreja que Sofre, que tem estado a ajudar a financiar a reconstrução das igrejas e casas de cristãos naquela região.

A Planície de Nínive, berço do Cristianismo no Iraque, esteve sob ocupação do Estado Islâmico desde Agosto de 2014 e só foi libertada recentemente. A reinauguração desta primeira igreja tem particular importância para a fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que lançou uma campanha internacional que visa criar condições para o regresso da totalidade da comunidade cristã às suas casas.

“Era necessário dar um sinal evidente de que a Igreja está a retomar já as suas actividades normais”, afirmou o arcebispo caldeu de Erbil durante a cerimónia, em que agradeceu o apoio recebido. “Graças aos benfeitores da AIS podemos continuar aqui a louvar a Deus”, disse Bashar Warda, para quem a reinauguração desta igreja é “um símbolo poderoso” e uma resposta “de esperança e de vitória” aos que procuraram acabar com a presença cristã na região.

“Os jihadistas pensavam que nos iam eliminar, mas foram derrotados, e são os cristãos que estão agora a regressar”, disse ainda o arcebispo de Erbil, que se afirmou “emocionado” com a reinauguração desta igreja e por ter constatado que está “mais bonita e gloriosa”. “É assim que funciona a providência divina”, acrescentou.

A igreja de São Jorge, em Telleskuf, foi saqueada, danificada e profanada durante os tempos de ocupação pelos jihadistas. Apesar de a estrutura principal do edifício não ter sido muito afectada, o trabalho de reparação revelou-se complexo e extremamente dispendioso. A AIS contribuiu com 100 mil euros e está já envolvida na reconstrução de duas outras igrejas: uma católica siríaca e outra ortodoxa.

Só em Telleskuf viviam cerca de 1.500 famílias antes da invasão pelos radicais islâmicos. Com o fim dos combates, e o início das obras de reconstrução, dois terços da população da aldeia já regressou às suas casas. Segundo os dados divulgados pela fundação AIS, 6.330 famílias cristãs já regressaram à Planície de Nínive, o que representa cerca de 33% dos que foram obrigados a fugir de suas casas pelos jihadistas, no Verão de 2014.

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