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Governo avisa: Portugueses têm que fazer "uso parcimonioso" e autarquias devem limitar água

30 out, 2017 - 14:41

"Não é por chover dois ou três dias que a situação se vai inverter”, diz o ministro do Ambiente, indicando que vai arrancar, nos meios de comunicação social, uma campanha para promover o uso cuidadoso da água por toda a população.

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Os portugueses têm que fazer "uso parcimonioso" da água e as autarquias devem limitar o uso da água em lavagens de ruas e regas a situações inadiáveis, avisou o Governo, esta segunda-feira.

Que ninguém se iluda” quanto à gravidade da seca que afecta o país", avisou o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, em conferência de imprensa com o seu colega da Agricultura, Capoulas Santos.

“Não é por chover dois ou três dias que a situação se vai inverter”, salientou, indicando que vai arrancar, nos meios de comunicação social, uma campanha para promover o uso cuidadoso da água por toda a população.

João Matos Fernandes apontou o exemplo do município de Nelas, que encerrou as suas piscinas, como seguidor de “uma orientação que é para todo o país” e que está a ser “assumida pelas autarquias”.

“Quanto mais se agravar [a seca] mais essas medidas terão de ser assumidas”, admitiu o ministro do Ambiente.

Questionado sobre a campanha de abastecimento com camiões cisternas em curso em vários municípios do distrito de Viseu, Matos Fernandes afirmou que o Governo “não tem expectativa” para já de que a medida tenha que ser repetida em outras zonas do país.

A primeira prioridade na poupança de água é reservá-la para o consumo humano, indicou, afirmando que nos últimos lugares de prioridade estão a rega de jardins, o enchimento de piscinas e o funcionamento de fontes ornamentais.

Quer Portugal quer Espanha estão a cumprir os valores mínimos de caudais exigidos a ambos os países na gestão de rios internacionais, como o Tejo.

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, destacou a alimentação e a água para o gado como as principais prioridades no sector agrícola nesta altura e anunciou a abertura de uma linha de crédito para tesouraria dos agricultores no valor de cinco milhões de euros.

“O uso sustentável da água tem que ser uma preocupação dos portugueses”, não só na situação de urgência que se vive hoje, mas também para o futuro, “num tempo mais lato”, sublinhou Capoulas Santos.

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  • couto machado
    31 out, 2017 porto 10:12
    Já o Doutor Salazar dizia que beber vinho, era dar de comer a um milhão de portugueses. Ele é que sabia,,,
  • 31 out, 2017 01:14
    se a agua faz falta para na industria do vinho nao sei como e que vao resolver o problema!
  • Maria Auxiliadora
    30 out, 2017 mensajesdelbuenpastorenoc.org/ 16:42
    Mensagem de apelo urgente de Maria Auxiliadora aos líderes e moradores da TERRA 29 /1/ 2017 Meus filhos: a água está a esgotar-se devido aos abusos que estão a causar aos ecossistemas. Estes abusos irão provocar dias de fome e escassez. Em muitas nações os seus habitantes morrerão de fome e sede. Não desperdiceis água, porque as bacias dos rios estão a secar, assim como suas fontes. Os ecossistemas terrestres e aquáticos são os pulmões da terra. A destruição da floresta e a poluição estão a provocar o aquecimento. As calotes polares estão a fundir-se devido ao aumento da temperatura, o que implica graves consequências para a criação. O clima é controlado pela poluição ambiental e pelo aquecimento global. Isso trará a vós fome e seca. O lado destrutivo do homem está a destruir os ecossistemas. Muitas espécies de fauna e flora estão em perigo; a atmosfera está a enfraquecer e vai chegar o momento em que os raios do sol tornarão inabitáveis muitos lugares na terra. Os recursos naturais estão a esgotar-se. Faço um apelo urgente aos habitantes da terra e aos governantes para realizarem planos de reflorestamento e poupança de água e energia. Porque se continuarem a poluir e a desmatar, a terra se tornará num deserto. Governantes deste mundo, das vossas ações para com os ecossistemas dependerá a vida no planeta! Como Mãe da humanidade, eu estou a chamar os habitantes da terra para que não destruam mais recursos naturais e para que promulgar leis que favorecem a vida no planeta.