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500 anos da reforma assinalados em Lisboa com congresso sobre teses de Lutero

09 out, 2017 - 21:50

A reforma protestante dividiu o cristianismo ocidental e teve forte influência sobre o desenvolvimento da Europa e não só.

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Os 500 anos da reforma protestante de Martinho Lutero, que se comemoram este ano, serão assinalados em Portugal com um Congresso que reunirá, em Lisboa, teólogos e investigadores de várias confissões religiosas.

O congresso intitulado "Um Construtor da Modernidade: 500 anos das Teses de Lutero", que decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkian de 9 a 11 de novembro, será promovido pela Área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona e pela Sociedade Portuguesa da História do Protestantismo, em parceria com a Universidade Aberta.

A 31 de outubro de 2017 passam 500 anos sobre o que pode ser considerada a fundação do movimento reformador do século XVI, ficando para a história que nessa data em 1517 o monge alemão Martinho Lutero (1483-1546) afixou na porta da igreja do castelo de Vitemberga as suas 95 teses sobre as indulgências.

Este momento, segundo a comissão organizadora do congresso que decorrerá em Lisboa, veio a funcionar como arranque da Reforma Religiosa na Europa contribuindo para o subsequente surgimento do protestantismo e reorganização política, social e cultural do continente.

A Reforma Protestante, explicam os organizadores do evento, não mudou apenas a história da religião cristã, transformou a Alemanha, influenciou a Europa e os outros continentes.

O Congresso "Um Construtor da Modernidade: Lutero – Teses – 500 anos" pretende refletir sobre as múltiplas dimensões do movimento da Reforma, suas consequências e sua influência atual no mundo e segundo os organizadores é o primeiro evento do género sobre Lutero.

Além do capital religioso de Lutero, serão também abordados os valores filosóficos e estéticos.

No evento estarão presentes teólogos, biblistas e exegetas de vários quadrantes confessionais e contextos religiosos, bem como historiadores, filósofos, sociólogos e outros cientistas sociais.

Da modernidade à contemporaneidade, o pensamento teológico mas também a literatura, a música, as artes plásticas, a educação, a economia, o direito e as ciências foram impregnadas pelo pensamento da Reforma, refere a organização do evento.

Quinhentos anos depois, que herança ficou da dinâmica reformadora e que influência permaneceu viva até hoje?, são interrogações que estarão em debate no evento.

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