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Pai, mãe e uma tia com Alzheimer. A vida dura de um cuidador

26 set, 2017 • Pedro Mesquita


A vida de Abel mudou quando, a partir de 2011, a doença foi diagnosticada ao pai, à mãe e a uma tia.

Estima-se que um em cada nove portugueses pode vir a sofrer de Alzheimer. Por agora, haverá perto de 100 mil casos diagnosticados, na maioria pessoas com mais de 60 anos de idade.

Este tipo de demência tende a ser cada vez mais frequente, à medida que aumenta a esperança de vida.

Estamos a falar de uma doença neuro-degenerativa ainda sem cura, que afecta de forma irreversível as funções cognitivas dos doentes.

A Renascença procurou perceber o Alzheimer na óptica de um cuidador.

Chama-se Abel e, a partir de 2011, tudo mudou na sua vida: A doença foi diagnosticada ao pai, à mãe e a uma tia.

A gestão meticulosa do tempo e dos escassos recursos são marcas de uma grande reportagem de Pedro Mesquita, com sonorização de Paulo Teixeira.

Comentários
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  • 16 out, 2017 12:50
    Testemunho impressionante da impotência humana. Bravo Pedro Mesquita. abraço
  • Helena
    29 set, 2017 Setubal 01:52
    Quero aqui dizer que as pessoas que falam tanto criticam tanto julgam tanto os familiares de doente de Alzaimher que sabe Deus e só ele sabe as dores a culpa o remorso e a Dor que é quando por motivos superiores de saúde que é o meu caso é tive que por a minha mãe num lar estou muito doente e mais fico ao ouvir estás pessoas a se axarem superiores serem as santas porque tem o doente em casa Não são porque apesar da minha dor enquanto não me faltar força nas pernas a minha presença o meu carinho e o meu amor não faltará a minha mãe Não Julguem Não Imaginam o mal que fazem
  • Fernando Cerqueira
    27 set, 2017 ptl 08:16
    Estes sim. São heróis. Não é o Passos, o Costa, O Centeno ou o Marcelo. Estes são parasitas
  • Manuel G.G. Lima
    27 set, 2017 Linda-a-Velha 00:40
    Como "tratador" da minha mulher, estou de acordo com alguns comentários, eu com 80 Anos e ela com 70, realmente é uma situação alarmante, principalmente para se dar uma qualidade de vida estas pessoas que bem merecem. O Governo o Estado, deveria ver esta e outras situações...
  • Martins
    26 set, 2017 Algarve 22:49
    Como muitas pessoas fazem aos animais, são engraçados quando lhes fazem jeito, depois quando ficam mais velhos, abandonam os ou levam os para o veterinario, porque já não os Querem, ou se querem ver livres daquele peso, quando forem mais velhos, e os vossos filhos ja nao precisarem de voçes tambem, vos porem em lares, ai veram o outro lado. A dignidade devia ser imposta por meios de ajuda a quem precisa por lei e Quem paga milhares para bolsas de investigaçao a neurocientistas para a cura destas doenças degenerativas e não só para a investigaçao. No caso de Ataxias as pessoas com 20 30 40 anos ainda nao teem a doença avançada,devia se criar fundos para criar empregos de enfermagem para quem precisa de cuidados permanentes, tanto se pode fazer, com vontade, numa visão capitalista, quem empata "aparta" Eu cuido da minha Mãe, Ela tem Ataxia de Friedreich, cai varias vezes, é um pouco dificil mas com um sorriso e amizade a vida continua, não vou ter a qualidade de vida como qualquer outra pessoa por não poder trabalhar sempre, por não poder ter muito dinheiro, mas acho impensável deixar para trás a pessoa que me criou e me educou, o que Ela fez por mim quando eu não podia , Sou eu Agora a fazer o mesmo por Ela que agora não pode, acredito não nego a evoluçao da ciênçia e da medecina pela Esperança, Nunca vou aceitar essa palavra que tem um pessimo significado, por fim o direito ao meu pensamento nunca será cencurado pelo direito contitucional da liberdade de expressão
  • Maria Clara
    26 set, 2017 Porto 22:40
    Isabel Pereira, me emocionei ao ler o seu relato. Que Deus te dê muita saúde e que vc continue com esse amor e essa gratidão pela sua mãe. Felicidades
  • António Sousa
    26 set, 2017 Lousada 22:28
    O que mais desejo a todos os cuidadores é muita força, aproveitem cada momento com o vosso familiar doente..... Pois custa muito cuidar de quem cuidou de nós. Felicidades e força... Muita força aos cuidadores.
  • Isabel Pereira
    26 set, 2017 Coimbra 21:41
    Esta doença precisa de cuidadores com muita força, essa força vem do coração, e quem acredita em Deus reforça essa mesma força. Sou cuidadora, a minha mãe tem esta doença. À 10 anos, apareceu a senhora alzheimer na nossa vida, mas o que é que vamos fazer? fomos vivendo um dia de cada vez. Não é fácil, mas com muito amor tudo se ultrapassa. A minha mãe já está acamada à 6 anos. O que me faz viver com alegria é o amor que eu consigo transmiti-lhe todos os dias, é a fé que tenho em Jesus Cristo. Ela cuidou de mim enquanto eu fui pequena; eu também não falava, não andava, não me lavava, etc. Então qual era a minha obrigação? Meus queridos cuidadores pensem sempre na positiva vejam as coisas como boas.
  • Ana Soares
    26 set, 2017 Corroios 21:16
    Completamente de acordo Almague.Não existe qualidade de vida para quem sofre da doença e para quem cuida.
  • almague
    26 set, 2017 Lisboa 20:05
    Esta é das doenças que na minha óptica é preferível a morte, e deste modo fazer sentido a eutanásia. Esta doença não só retira qualidade de vida como leva um ser humano a uma situação vegetativa, sem sentido, sem sentimentos, afectos e sem o mínimo de auto suficiência condigna de um ser humano.