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Guterres quer 1,5 mil milhões de euros para combater fome em quatro países

21 set, 2017 - 23:53

Em causa estão situações dramáticas em Sudão do Sul, Somália, Nigéria e Iémen com 20 milhões de pessoas em risco.

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O secretário-geral da ONU, António Guterres, diz que a organização precisa de 1,8 mil milhões de dólares (cerca de 1,5 mil milhões de euros) para evitar fome em quatro países.

"Fizemos muito, mas temos de ser honestos: não conseguimos resolver o problema dramático que enfrentamos. Infelizmente, apesar da generosidade dos donativos, o financiamento não tem acompanhado as necessidades avassaladoras e 1,8 mil milhões de dólares são necessários urgentemente, e esse número deve aumentar até ao final do ano", disse o secretário-geral.

António Guterres falava num evento de alto nível dedicado ao combate à fome e prevenção que acontece à margem da Assembleia-Geral da ONU, que decorre em Nova Iorque, Estados Unidos da América.

O diplomata lembrou que há sete meses lançou uma "Chamada de Ação" a pedir 4,9 mil milhões de dólares para evitar a fome no Sudão do Sul, Somália, Nigéria e Iémen.

A ONU já angariou 60% desse valor, o que permitiu às agências humanitárias e os seus parceiros ajudar perto de 30 milhões de pessoas.

Guterres adiantou que estes esforços têm permitido evitar o cenário de fome, mas lembrou que fome é um termo técnico.

"Evitar a fome não significa que evitamos o sofrimento. Milhões e milhões de pessoas estão a sofrer, milhões e milhões não têm comida segura e temos pessoas neste momento a morrer", explanou.

Mais de metade da população do Sudão do Sul, cerca de seis milhões de pessoas, enfrenta uma situação de insegurança alimentar severa. O mesmo acontece com 5,2 milhões de pessoas na Nigéria, onde se calcula que uma em cada cinco das 450 mil crianças que enfrentam malnutrição morra sem tratamento especializado este ano.

Na Somália, 3,1 milhões de pessoas não cumprem as suas necessidades alimentares diárias e no Iémen encontra-se a pior situação de todas, com 17 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar severa e 6,8 milhões à beira da fome.

"Temos de fazer melhor e não temos tempo a perder", declarou Guterres, lembrando que parte dos fundos será dedicado a evitar o grande causador das crises humanitárias, como os conflitos.

"Todas estas crises resultaram de conflitos prolongados, da incapacidade de fazer cumprir as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos e da falta de acesso seguro e sustentável às pessoas em necessidade para a ajuda humanitária", explicou o antigo primeiro-ministro português.

Guterres lembrou ainda alguns números, como o dos 18 trabalhadores humanitários mortos no Sudão do Sul este ano ou o 1,9 milhões de pessoas que estão inacessíveis na Somália, por viverem numa zona controlada pelo grupo Al Shabaab.

"A ajuda humanitária está a salvar vidas, mas uma solução a longo-prazo depende da prevenção de conflitos", concluiu António Guterres.

Em Agosto, em entrevista à agência Lusa, o diretor do Programa Alimentar Mundial disse que o mundo enfrenta hoje a maior crise humanitária em 70 anos, com mais de 20 milhões de pessoas no Iémen, Somália, Sudão do Sul e Nigéria em risco de fome.

Comentários
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  • 22 set, 2017 Lisboa 09:17
    Comprem sementes, enxadas tractores, sistemas de rega, etc. e ponham esses gajos e gajas entrapados a trabalhar, passam a vida a fazer filhos e a rezar e os outros depois a que têm dos sustentar?? O Guterres se tem muita pena deles, abdique do ordenado e dê-lhes já é uma ajuda.
  • Fernando
    22 set, 2017 Figueira Foz 08:47
    Acho que deveriam era gastar esse dinheiro em metodos contraceptivos , nao tem condiçoes nao se fazem filhos , ainda esta semana li que em 2050 a Africa vai ter o dobro da populaçao. Teremos de andar sempre a sustentar estes países? Nao ha condiçoes nao se fazem filhos!
  • Warrior
    22 set, 2017 Amadora 08:21
    Países muçulmanos?...onde de andam os países do petróleo?......shor Guterres, deve ter esquecido a fome que existe na Europa e na América do sul, países que não apoiam terroristas islâmicos. É dinheiro para ser canalizado para comprar armas!!!!
  • tuga
    22 set, 2017 lisboa 08:17
    Também preciso dinheiro para sobreviver porque o que ganho é pouco para pagar impostos que vão para pagar os gamanços feitos por outros. Há muito dinheiro no mundo saibam-no gastar.
  • rão arques
    22 set, 2017 penteado 08:03
    Se matar a fartura dos comilões de todas as paragens arranja rapidamente esse dinheiro. Se não lhe cheira onde deve poisar alguém lhe faça um desenho.
  • maria celeste vaz
    22 set, 2017 Guimaraes 07:56
    Graças a Deus por termos um homem voltado para o mundo da fome e com determinação. .Vamos ajudar.
  • al
    22 set, 2017 adelaide 03:02
    hahahahahahahaha simples e so telefonar a sra Merkel ....... sao eles que teem o dinheiro ......hahahaha