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Cristas desafia Governo a antecipar apresentação do Orçamento do Estado

18 set, 2017 - 11:27

É a reacção da presidente do CDS às palavras de Mário Centeno sobre o desagravamento fiscal em todos os escalões do IRS.

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Assunção Cristas admite viabilizar qualquer alívio fiscal no próximo ano, mas deixa um desafio ao Governo: que apresente a proposta de Orçamento do Estado para 2018 antes da data limite.

“Se o Governo quer fazer sair boas notícias a conta-gotas, então que tenha a frontalidade de apresentar previamente o Orçamento do Estado. Porque o dia 15 de Outubro é só o limite para a apresentação. Em querendo, pode fazê-lo antes, para que todos possamos discutir as propostas”, afirmou à Renascença a líder do CDS e candidata à Câmara de Lisboa.

Assunção Cristas reage assim às palavras do ministro das Finanças na última noite à RTP, em que Mário Centeno admitiu um desagravamento fiscal em todos os escalões do IRS.

A líder centrista lembra que já tinha feito a mesma sugestão. “Se existe [folga para mexer nos impostos], então que a aplique para baixar o IRS em todos os escalões. Não sei se Mário Centeno ouviu, aparentemente sim”.

Mas o importante, sublinha, é que, “tão cedo quanto possível”, o Governo apresente as suas propostas para o Orçamento do próximo ano, “sob pena de só ficarmos a saber uma parte do Orçamento do Estado e ainda com muitas incertezas”.

Além disso, o CDS quer voltar a apresentar os projectos “que temos apresentado ao longo dos últimos anos, como baixar impostos como o IRC e também sobre as rendas, para permitir e favorecer o arrendamento de longa duração”.

“O Partido Socialista votou sempre contra. Vamos ver se agora vota a favor e aguardamos para saber quais são essas novidades fiscais”, insiste Assunção Cristas.

No domingo à noite, o ministro Mário Centeno assegurou que “a redução da carga fiscal [em 2018] é uma certeza, especialmente na tributação sobre o trabalho”. Afirmou ainda que a sobretaxa do IRS vai ser extinta.

Comentários
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  • ze
    18 set, 2017 evora 12:36
    Quem fez em 4 anos creio que oito retificativos que não baixou o deficit apesar do roubo a trabalhadores... reformados etc ainda com adicionais que deu o sim a materias enquanto se bronzeava que e por ai fora não tem credibilidade para exigir nada creio que o povo e que exige que se cale ou que a calem nas eleições
  • André
    18 set, 2017 Lisboa 12:19
    Então mas, esta senhora não se decide? Se apresenta medidas do orçamento, é porque está em campanha eleitoral, se não apresenta é porque está com medo da reacção dos eleitores... E, a Dra. que tem 100 trabalhos onde usa mais de 200 assessores, 190 pagos pelo estado, não está a candidatar-se a Lisboa? Ou está a imitiar a amiga Teresa Leal Coelho, que só se preocupa com a câmara municipal 1 hora a cada ano?
  • 18 set, 2017 Lisboa 12:06
    Tudo faz mesmo que seja ridículo, como aproveitar-se da desgraça de Pedrogão para dar nas vistas e ganhar protagonismo e ganhar um tacho. Este grupelho nada mas NADA tem de direita. É um grupelho à procura de tacho, dizer-se de direita ou é chamar estúpidos aos portugueses ou gozar com quem é de direita, querem é tacho. Mas não são únicos mas por favor não usem o nome de direita, é uma ofensa para quem é mesmo de direita por convicção.