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Candidato do PSD a Loures alvo de queixa por discriminação racial

13 jul, 2017 - 20:26

Em causa está uma entrevista em que André Ventura considera que tem existido "uma excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas”.
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O candidato do Bloco de Esquerda à Câmara de Loures apresentou, esta quinta-feira, uma queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial contra o candidato do PSD/CDS-PP/PPM por "declarações contra as minorias étnicas".

Em causa está uma entrevista em que André Ventura considera que tem existido "uma excessiva tolerância com alguns grupos e minorias étnicas”, explica o Bloco de Esquerda (BE), em comunicado.

"Não compreendo que haja pessoas à espera de reabilitação nas suas habitações, quando algumas famílias, por serem de etnia cigana, têm sempre a casa arranjada. Já para não falar que ocupam espaços ilegalmente e ninguém faz nada. Quem tem de trabalhar todos os dias para pagar as contas no final do mês olha para isto com enorme perplexidade", afirmou o candidato social-democrata numa entrevista ao Notícias ao Minuto.

Na sequência destas declarações, o candidato do BE, Fabian Figueiredo, decidiu apresentar uma queixa à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, alegando que as declarações de André Ventura "ultrapassam os limites da liberdade de expressão", uma vez que "são gratuitas e propositadamente discriminatórias para com a etnia cigana".

"Como é notório, não estamos a falar de um exercício livre e saudável da liberdade de expressão constitucionalmente garantida, nem estamos no domínio das meras opiniões. Estamos, antes, perante um ataque vil, gratuito e preconceituoso para com as pessoas de etnia cigana que, como tal, é punido pelo Código Penal Português", aponta o candidato do BE.

Questionado pela Lusa, André Ventura assume as declarações, sublinhando que se trata da sua opinião.

"O limite da liberdade de expressão neste país é sempre ultrapassado quando nós passamos as fronteiras daquilo que é politicamente correto. Ainda que alguém se refira a situações que ocorrem num determinado grupo ou grupos étnicos, identifique os seus problemas e entenda que o estado de direito está a ser demasiado tolerante nesses casos. Bem, se isso é crime, eu acho que é expressar a livre opinião em democracia", atestou.


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  • das Caldas
    17 jul, 2017 Caldas da Rainha 18:30
    André Ventura conquistou a minha admiração e apreço por, corajosamente, ter "mandado essa pedrada para o charco"! Como candidato a uma Câmara Municipal teve a coragem de não seguir o politicamente correcto! Vai conquistar muitos votos no Concelho de Loures, Oh se vai!
  • julio paulo
    16 jul, 2017 Queluz 18:35
    Tenho mais receio de muitos "cavalheiros" engravatados do que ciganos "mal vestidos". Os roubos de milhões feitos neste país foram executados por "senhores", altamente considerados, muitos merecedores de condecorações por actos de relevo supostamente prestados à Pátria. A questão, normalmente escamoteada, é entre ser ou não honesto e ter ou não civismo!
  • É DEMAIS
    15 jul, 2017 Lisboa 23:29
    AO É DEMAIS: se não houvesse tanto estúpido por este país convencido do contrário certamente que isto em vez de descarrilar cada vez mais já tinha entrado nos carris, ou melhor dizendo não teria saído deles! Quanto a retórica não alinho em doutrinamentos políticos, recuso pensar pela cabeça dos outros!.
  • Ao é demais
    15 jul, 2017 Lis 14:28
    O contraditório também é verdadeiro! Portanto essa conversa da treta só pode convencer os estupidos! Trate do assunto com fundamento se for capaz e souber e não com retorica estafada!
  • é demais!
    14 jul, 2017 Lisboa 23:56
    No geral a esquerdalha deste país «alguns deles nem sequer deveriam ter lugar em democracia pois não é isso que defendem», imaginam que a maioria do povo português se sente no dever de comer e calar, dizer as verdades para eles é logo ser-se racista, manifestar-se contra ladrões e assassinos a mesma coisa, o que pretendem afinal? Tornar este país prisioneiro ás mãos de uns tantos malandros que se recusam a integrar na sociedade e outros que vêm da miséria e chegam cá e querem ditar leis?
  • Pedro M.
    14 jul, 2017 Santarém 16:50
    Eu considero que algumas verdades devem mesmo ser ditas. Eu se fosse habitante de Loures já sei em quem votava! E o Sr. Fabian apenas quer um pretexto para poder criticar, como é evidente! Isto não é uma questão de etnias, mas sim de excessiva tolerância... Nesse aspeto, poderá até ser um caso de discriminação contra a maioria das pessoas que trabalham e não têm nenhum benefício comparável ao mencionado! E quantos outros benefícios poderiam ser referidos...
  • Luis Ribeiro
    14 jul, 2017 Viana do Castelo 08:33
    Muito cuidado com aquilo que se exprime, pode ser verdade, mas se essa verdade não encaixa nos cânones esquerdalhos vai ter problemas. Vivemos uma ditadura de esquerda e só existem as verdades que a esquerda dita.
  • Oliveira
    14 jul, 2017 Sintra 07:11
    O meu apoio total. Já lá vai o tempo em que não se podia falar, agora parece que temos uma ditadura de esquerda. Quero ter opinião, quero poder dizer que os ciganos não querem viver em sociedade, que não se integram e que são beneficiados em deterimento de quem descontou toda a vida
  • Toni
    14 jul, 2017 Lisboa 00:42
    O Sr. André devia ter vergonha, fala sobre futebol, fala sobre factos de crime, sobre assaltos, sobre tudo, é jornalista? Agora é candidato a um cargo político, a sua opinião não pode ser xenófoba, isso é crime. Aconselho o Sr André a candidatar-se a vice presidente do seu clube.
  • Rui Monteiro
    13 jul, 2017 Vitry Sur Seine 23:59
    Hoje vivemos num tempo em que se fala de forma gratuíta. Este Ventura que apresente provas do que afirmou, caso contrário, pensa que está na CMTV a falar de bola. Casos concretos de pessoas de etnia cigana que têm as suas casa arranjadas em deterimento de outras, de pessoas de etnia cigana que ocupam terrenos camarários, de minorias que são benefíciadas. Mas como conheço a peça, sei que a montanha vai parir um rato. E este sr o que pretende é com um discurso Nazi ganhar o maior número de votos para, pensa ele, ganhar a câmara. Só que, meu caro Ventura, deverias ter um discurso de inclusão e não de divisão. E se quisesses manter o nível sabias que o problema está longe de ser esse. O que Loures precisa é de um presidente que seja de todos e para todos. E este Sr demonstrou que não está à altura do cargo pois pelos vistos tomou o partido, segundo ele, da maioria.