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Tortura e racismo na Cova da Moura. PSP desconhecia acusação do MP

11 jul, 2017 - 12:54

Direcção-nacional da PSP defende princípio da "presunção de inocência". Dezoito agentes da PSP são acusados de crimes "cruéis" e "desumanos".

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A Polícia de Segurança Pública (PSP) garante que "desconhecia formalmente o despacho da acusação deduzida contra os agentes da esquadra de Alfragide", na Amadora.

Em comunicado, a PSP reage desta forma à acusação de 18 elementos da polícia de tortura, sequestro de seis jovens da Cova da Moura, no concelho da Amadora, entre outros crimes alegadamente cometidos em Fevereiro de 2015.

"A Polícia de Segurança Pública informa que, à data da publicação [da notícia], desconhecia formalmente o despacho da acusação deduzida contra os agentes da esquadra de Alfragide, estranhando a publicação da notícia antes de conhecidos formalmente os factos constantes da mesma", diz a entidade em comunicado.

A nota refere ainda que a "PSP não deixa de salientar que a presunção de inocência se mantém até trânsito em julgado, sendo que em relação às referidas ocorrências foram accionados os meios disciplinares internos e da IGAI os quais, tempestivamente, concluíram pela condenação de dois polícias e pelo arquivamento dos processos relativos a outros sete agentes".

A PSP lembra ainda que "pugna pelo respeito pelos direitos humanos e pelos direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagrados, numa actuação respeitadora dos valores e princípios enformadores do Código Deontológico do Serviço Policial".

Tortura e outros tratamentos cruéis

“O MP requereu o julgamento em Tribunal Colectivo de 18 arguidos, agentes da PSP, pela prática dos crimes de falsificação de documento agravado, denúncia caluniosa, injúria agravada, ofensa à integridade física qualificada, falsidade de testemunho, tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos e sequestro agravado”, informou esta terça-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, confirmado uma notícia do "Diário de Notícias".

“No essencial está indiciado que os agentes da PSP, em Fevereiro de 2015, com grave abuso da função e violação dos deveres que lhes competiam, fizeram constar de documentos factos que não correspondiam à verdade, praticaram actos e proferiram expressões que ofenderam o corpo e a honra dos ofendidos, prestaram declarações que igualmente não correspondiam à verdade e privaram-nos da liberdade”, acrescenta a nota.

Os arguidos encontram-se sujeitos a termo de identidade e residência.

Comentários
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  • PAULA Barata
    11 jul, 2017 LX 18:03
    Lamentável realmente que estes santos da cova da Moura tenham sido maltratados por polícias racistas. Isto é o cúmulo, realmente viver num país onde por tudo e por nada se acusam pessoas de racismo é degradante. Na realidade, os políticos não andam no espaço público senão já teriam percebido que o conceito de racismo funciona como arma de arremesso da parte de alguns negros que são sempre mais racistas do que afirmam que os outros são. Isto é o verdadeiro elogio da ignorância, só que até os ignorantes que acusam os outros de racismo, têm a esperteza de perceber que tiram enormes dividendos disso. É o que se vê, não se pode dizer nada que somos acusados de racistas mesmo quem nem sequer está a pensar nisso. Há pouco tempo no metro apenas pedi para não me empurrar sff e fui insultada de racista e de toda a espécie de lixo que nunca me passou pela cabeça, além da própria ameaça de agressão física e medo que sofri. Portugal não é para os portugueses autóctones é para todos os que quiserem vir para cá acusar os naturais de racismo e ter direitos especiais. Em que país nos estamos a transformar?
  • Dias
    11 jul, 2017 Lx 17:25
    Nas próximas situações mandem o MP ir resolver !!!!
  • Viver com Dignidade
    11 jul, 2017 Do mundo dos vivos 16:38
    O racismo existe e continuará a existir. estamos longe de um ser humano universal e de um cosmos. A realidade é um caos pseudo-organizado. O racismo na Couva da Moura é ao "contrário". O problema é ser branco. Infelizmente, a realidade local, é a de grupos de jovens de 14 a 18 anos, a roubar e agredir, branco que por lá passe. Isto numa base diária. Muitos desses casos nunca chegam a ser conhecidos. Insucesso escolar, maus exemplos dos mais velhos, revolta contra a sociedade, sentimentos de impunidade asociados ao dominio daquele espaço territorial, culto de uma forma de estar na vida urbana, associada aos sub mundos do roubo, do tráfico,em suma do dinheiro fácil, transformam aquele bairro num problema grave actual e com mais uma geração de tempo há vista (30 anos) em que não vai ser resolvido. Não vais ser a vigilancia feita por câmeras de filmar, que vai resolver seja o que for. A situação é complexa. Só deixando de existir o bairro é que deixa de existir o problema. Lamento a crueza desta opinião. Sendo certo que existe muito boa gente lá, que acaba por ser vitima de ostracismo so pelo aimples facto de ali viver.
  • Anónimo
    11 jul, 2017 14:56
    Prendam os polícias! Deixem esse pessoal dos bairros de lata, que não pagam impostos, renda, luz e água fazerem o que querem! Receber o rendimento mínimo e assaltarem quem trabalha!!!! Ainda vamos chamar muito pela polícia mas a polícia não nos irá acudir pois estão prestes a atirar a toalha ao chão...de que vale a pena trabalhar quando estão sempre a ser tratados como marginais enquanto os marginais são tratados como coitadinhos!
  • AM
    11 jul, 2017 Lisboa 14:53
    Então, Sr. Paulino, que tal o meu comentário? Não publicou, fez "Vomecê" muito bem. Boa! ( Tadinhos deles ) Mas a reacção das crianças, tem a ver com a sua memória fértil...realidade é realidade, mas de alguma forma são mui novas para saber outras coisas. Elas não mentem! Pois!
  • Antonio figueiredo
    11 jul, 2017 Cacia 14:24
    Sou residente e natural de Aveiro parta que conste. Só faço uma pergunta? Desconhecia as agressões? Ou só está preocupada agora a dita direcção??? A farda não serve a um qualquer.
  • Zé de Almada
    11 jul, 2017 Almada 14:19
    Já é tempo da justiça ter mão nos excessos das forças de segurança. Alguns elementos dessas forças não passam de malfeitores fardados.
  • jsantos
    11 jul, 2017 Torres Novas 14:03
    A velha história... Como a noticia está a ser feita, lá vamos ter de dizer prendam os policias todos e soltem os malfeitores.. Viva o Ministério Publico..
  • Figueiredo
    11 jul, 2017 viseu 13:42
    Dá que pensar que os casos mais graves de violência policial em Portugal aconteçam na PSP!
  • desatina carreira
    11 jul, 2017 Queluz 13:34
    como sempre na justiça portuguesa primeiro a fuga selectiva de informação da própria justiça com a ajuda da selectiva comunicação social para condicionar a opinião pública a condenar antes mesmo do julgamento à história se repete repete e nunca mais tem fim palhaçada