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Ataque em Manchester. Polícia faz nova detenção

26 mai, 2017 - 07:45

Oito pessoas continuam detidas, após as autoridades terem libertado uma mulher e um homem. Atentado fez 22 mortos e 64 feridos.

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A polícia britânica anunciou a detenção de mais um suspeito de envolvimento no atentado de Manchester. A notícia está a ser avançada pelo jornal “The Telegraph”. O homem foi detido num subúrbio de Moss Side.

Segundo as autoridades, nas últimas horas foram realizadas rugas em direcções específicas de Manchester, assim como numa propriedade de St. Helens, na área de Merseyside, no norte de Inglaterra.

No âmbito da investigação ao atentado de segunda-feira, que matou 22 pessoas e feriu 64, foram detidas dez pessoas no país, mas uma mulher e homem já foram libertados sem qualquer acusação. Também o pai e um segundo irmão do bombista foram detidos na Líbia.

Na segunda-feira à noite, em Manchester, um homem detonou uma bomba durante a saída de um concerto da cantora norte-americana Ariana Grande. Salman Abedi, de 22 anos, britânico nascido em Manchester de país líbios, foi identificado pela polícia como autor do atentado.

O Reino Unido está no nível máximo de alerta terrorista. Numa declaração ao país, a primeira-ministra britânica afirmou que "um novo ataque pode estar iminente". Theresa May anunciou que vão ser destacados militares para ajudar a polícia nas operações de segurança em locais considerados críticos, como o Parlamento ou terminais de transportes.

A polícia dos transportes britânica passou a ter agentes armados a patrulhar comboios, o que ocorre pela primeira vez e é justificado pelas autoridades com a elevada ameaça de ataques.

Hospitais britânicos em alerta

O serviço nacional de saúde britânico está a alertar os hospitais de todo o Reino Unido para o risco de novos atentados terroristas que possam vir a ocorrer durante fim-de-semana e feriado nacional de segunda-feira.

O Governo pediu às equipas de emergência que estejam a postos para situações de múltiplas vítimas com ferimentos graves e que assegurem a existência de equipamentos suficientes no caso de atentado.

“Os serviços de emergência de Manchester conseguiram dar uma resposta incrível à atrocidade que aconteceu na segunda-feira à noite e isto é devido à sua dedicação e competências clínicas, mas também à preparação que tinham. Estejam conscientes de que temos um fim-de-semana com feriado a aproximar-se”, escreve o director clínico dos serviços de emergência, Chris Moran, em comunicado.

Manchester. O filme de um ataque "bárbaro" contra os mais vulneráveis
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O que sabemos sobre o ataque terrorista

  • Pelo menos 22 pessoas morreram e 64 ficaram feridas em resultado de um atentado à entrada da Manchester Arena, no Norte de Inglaterra
  • A polícia não revela as idades das vítimas, mas informa que há crianças entre os mortos
  • A explosão aconteceu pelas 22h30, à entrada do pavilhão, no final do concerto de Ariana Grande
  • Um bombista suicida, identificado como sendo Salman Abedi, detonou um dispositivo artesanal
  • O atentado foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. Um homem de 23 anos foi detido esta terça-feira
  • Milhares de pessoas assistiam ao concerto na Arena de Manchester, recinto com capacidade para 21 mil espectadores
  • Não há, até ao momento, registo de portugueses entre as vítimas
Rainha visita vítimas do atentado de Manchester no hospital
Rainha visita vítimas do atentado de Manchester no hospital
Comentários
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  • Orabem!
    26 mai, 2017 dequalquerlado 10:49
    "vão ser destacados militares para ajudar a polícia nas operações de segurança em locais considerados críticos, como o Parlamento ou terminais de transportes". Eu às vezes fico tão confuso, sem saber raciocinar, duvidoso por todo este sistema, por toda esta liderança política, por esta vontade popular, bondade ou hipocrisia... Então recebem-se raças com ideologias perigosas que nunca se integram, apesar de nascerem nestes países, para depois matarem gente dos países que os acolhem? A prova está à vista de todos, esta gente segue toda as tradições dos pais e avôs como estas bestas destes irmãos que nasceram na Inglaterra, criaram-se e conviveram com os outros, mas bastou ir à terra dos familiares para que virassem terroristas, Jhiad e jhonn a mesma coisa, até cortou cabeças de gente do país onde viveu, depois ainda com a agravante, eles vão se reproduzindo e vão passando as mesmas vontades e ideias aos filhos. Há muitos países europeus, em inglaterra é um exemplo, eles até fazem manifestações nas ruas, desordem, incentivam o ódio, mas ainda não se pode ficar contra esta escumalha, porque é se logo apelidado de racista, nem a policia faz nada a quem mesmo já está sinalizado, sabe-se que este terrorista já tinha sido denunciado, mas as autoridade nada fizeram, conclusão, aconteceu esta chacina, onde até crianças e jovens perderam a vida, foi desta, como dos outros atentados. Mas ainda assim teima-se em dar-se tudo esta gente, desde a permissão de mesquitas, usadas para terro
  • TUGA
    26 mai, 2017 LISBOA 08:21
    As autoridades sabiam destes assassinos, porque não lhes retiraram a nacionalidade e os expulsaram???? porque não os prenderam??? Foi preciso serem assassinados inocentes para fingirem que fazem alguma coisa??? Deveriam era ser todos julgados!!!! tão assssaino é o que mata como o que consente que se mate!!! Abram mais as fronteiras aceitem todo lixo atribuem-lhes casa, nacionalidade, subsídios, etc. Ainda no nosso parlamento esse António Filipe do PCP veio propor a passagem a português desse lixo que por aí vagueia, muitos com contratos de trabalho comprados a empresas da treta.