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Atentado de Manchester. Trump vai investigar fugas de informação

25 mai, 2017 - 15:47

À chegada à cimeira de Bruxelas, Donald Trump disse que a NATO deve milhões de dólares aos contribuintes norte-americanos e que a organização deve focar-se nos problemas da imigração, do terrorismo e do que disse ser a ameaça russa.

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, está muito preocupado com as alegadas fugas de informação dos serviços secretos do seu país sobre o atentado desta semana em Manchester e vai investigar o que se passou.

"A minha administração vai tirar tudo a limpo", declarou Donald Trump esta quinta-feira, à chegada à Cimeira da NATO, que decorre em Bruxelas.

A fuga de informações sensíveis representa uma "grave ameaça" à segurança nacional, sublinhou.

As declarações de Donald Trump acontecem um dia depois de o jornal "New York Times" ter revelado fotografias dos vestígios da bomba utilizada no atentado de segunda-feira, na Arena de Manchester, que provocou 22 mortos e mais de 60 feridos.

"Não há relação que nós prezemos mais do que a relação especial entre os Estados Unidos e o Reino Unido", garantiu o Presidente norte-americano.

Sem nada for feito ataques “bárbaros”, cometidos por “falhados”, como o desta semana no Reino Unido vão voltar a acontecer, alertou.

“O recente ataque em Manchester demonstra as profundezas do mal que enfrentamos com o terrorismo. Foi um ataque bárbaro contra a nossa civilização. Todos os que amam a vida devem unir-se em encontrar, expor e remover estes assassinos e falhados. Onde quer que existam nas nossas sociedades, devemos expulsá-los e nunca mais deixá-los regressar”, declarou.

À chegada à cimeira de Bruxelas, Donald Trump disse que a NATO deve milhões de dólares aos contribuintes norte-americanos e que a organização deve focar-se nos problemas da imigração, do terrorismo e do que disse ser a ameaça russa.

Theresa May confronta Trump com fugas

A primeira-ministra britânica, Theresa May, vai confrontar o presidente norte-americano Donald Trump com as fugas de informação relacionadas com o atentado de Manchester.

Certas “fontes oficiais” norte-americanas anteciparam-se na terça-feira na divulgação da identidade do bombista suicida causando a “irritação” da ministra da Administração Interna britânica pelo facto de essa revelação interferir com as operações no terreno.

A primeira-ministra britânica está esta quinta-feira em Bruxelas, onde participa na cimeira da NATO. Nas primeiras declarações em solo belga, à entrada para a sede da Aliança Atlântica, Theresa May sublinhou que a relação de confiança com Washington depende do grau de reserva na troca de informações entre os dois países.

A polícia britânica prossegue entretanto as investigações em toda a região de Manchester. Já foram detidas oito pessoas por suspeita de ligação ao atentado que provocou a morte a 22 pessoas, ferindo mais de 60, com uma explosão à entrada do Manchester Arena. A polícia avança que haverá mais buscas domiciliárias nos próximos dias e sublinha que as detenções já feitas têm sido determinantes para o curso das investigações.

O jornal norte-americano “Wall Street Journal” publicou esta quinta-feira declarações de uma irmã do bombista, Salman Abedi, que admite que o irmão de Manchester possa ter sido movido por sentimentos de vingança relacionados com a morte de um amigo próximo e com o que diz serem as atrocidades cometidas pelo Ocidente contra as crianças sírias.

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