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Patriarcado de Lisboa diz que gastou donativos de 2011 na Índia, em África e na Casa do Gaiato

14 abr, 2017 - 13:39

Notícia do jornal “Público” diz que os donativos da renúncia quaresmal de há seis anos não chegaram à diocese do Mindelo, em Cabo Verde, que seria o principal destinatário das esmolas dos fiéis.

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O Patriarcado de Lisboa diz que gastou os 245.719 euros resultantes dos donativos da Renúncia Quaresmal de 2011 a pagar a formação de seminaristas de África (incluindo do Mindelo, de Santiago e de S. Tomé e Príncipe), na diocese do Palai na Índia e na Casa do Gaiato do Tojal, em Loures (Portugal).

O Patriarcado de Lisboa remete para uma nota datada de 30 de Março para responder à notícia do "Público", em que é escrito que os donativos dos fiéis teriam sido desviados, em 2011, dos fins para que foram pedidos.

Aquele jornal cita a “Voz da Verdade” e a agência Ecclesia, com declarações o anterior Patriarca, D. José Policarpo, para concluir que o dinheiro angariado tinha como principal destinatário a diocese do Mindelo, em Cabo Verde, mas avança depois que aquela diocese não recebeu qualquer verba.

Na nota do Patriarcado pode-se ler que na renúncia quaresmal de 2011 foram angariados 245.719 euros destinados “à ajuda da Igreja de Lisboa a outras Igrejas mais pobres”, dentre as quais a diocese do Mindelo. O Patriarca de Lisboa, em conformidade com os fins anunciados, decidiu ainda entregar 50 mil euros à diocese de Palai na Índia, para a construção de um hospital.

Há também 154.400 mil euros destinados ao pagamento da formação de seminaristas da Índia e de África, onde se incluem elementos vindos de Mindelo, de Santiago e de São Tomé e Príncipe. Estes valores englobam os anos lectivos de 2010 a 2012 e destinaram-se também a continuar a pagar a formação do clero autóctone desses países.

Há ainda 80 mil euros que foram entregues à Casa do Gaiato do Tojal, que não tem qualquer acordo com a Segurança Social.

Neste comunicado vêm também explícitas todas as quantias recebidas com as renúncias quaresmais de 2011 a 2016 e são referidas todas as entidades contempladas e os valores atribuídos a cada uma delas.

Numa recente entrevista à Renascença, o actual Patriarca, D. Manuel Clemente, referindo-se às notícias recentes sobre o destino dos donativos dos fiéis, sublinhou que a Igreja não tem “nada a esconder” e destaca a relação de confiança com os crentes.

“Eu falo por mim como crente: se vou a uma comunidade e vejo uma caixa de ofertas, às vezes deixo a minha oferta porque tenho uma base de confiança e não tenho sequer a preocupação de saber onde é que ela vai ser usada. Eu confio”, afirmou.

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