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“Vendas à minha porta, não!" Há vendedores a passarem-se por colaboradores da EDP

14 mar, 2017 - 06:13

Todos os anos são feitos milhares de contratos de fornecimento de energia e de telecomunicações sem o conhecimento do consumidor, depois de um vendedor tocar à campainha. Em 2016, a Deco recebeu oito mil contactos por causa destas vendas desleais.

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“Vendas à minha porta, não!” é a nova campanha que a associação para a defesa do consumidor Deco lança esta terça-feira. O objectivo é alertar os consumidores para vendas ao domicílio, desleais e pouco transparentes.

Este tipo de vendas, já classificado de agressivo, é muitas vezes dirigido a consumidores mais vulneráveis, mas qualquer um pode cair no conto do vigário e as empresas que recorrem a este método tentam tudo.

A Deco fala em milhares de vendas de contratos de fornecimento de energia e de telecomunicações feitos sem o conhecimento do consumidor, justamente depois de um vendedor tocar à campainha.

Normalmente, o que acontece é o seguinte: a campainha toca, perguntamos quem é e respondem-nos que é da empresa de electricidade. Dizem que vêm saber qual a potência contratada, qual o consumo e depois acabam por pedir uma factura para actualização.

Também pedem o cartão de cidadão para actualizar dados e num instante colocam um papel para o consumidor assinar, que não é mais do que um novo contrato com outra empresa de energia.

Sem se aperceber, o consumidor acaba por mudar de empresa. E não pediu nada. Foi surpreendido à sua porta e o vendedor não clarificou ao que vinha.

Acontece mesmo alguns vendedores fazerem-se passar por colaboradores da EDP. Vestem um colete dessa empresa, identificam-se e depois acabam por fazer um contrato a favor da Endesa ou da Gold Energy.

É isto que indicam alguma das queixas que chegam à Deco – e são milhares todos os anos. No ano passado, entre queixas e pedidos de informação, foram cerca de oito mil.

A associação alerta, por isso, os consumidores a não assinarem nada sem ler bem primeiro. E, se achar melhor, nem sequer abra a porta. Até porque, mesmo que o consumidor diga que não está interessado, pode dar-se o caso de o vendedor pedir uma assinatura para comprovar a sua da presença – e com essa assinatura está a dar andamento a um novo contrato com outra empresa.

A campanha que hoje começa visa ainda informar os consumidores do que devem exigir aos vendedores quando estes lhes batem à porta, obrigando-os a prestar-lhe os esclarecimentos que entender ou simplesmente a retirar-se da sua porta.

No caso de ter sido confrontado com uma situação destas, o consumidor tem 14 dias seguidos para reverter o negócio, através de carta registada com aviso de recepção.

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  • Hélio
    29 mar, 2017 Moreira 13:14
    Venho por este meio denunciar a seguinte situação: Ontem dia 28.03.2017, por volta das 18h00 um “alegado” funcionário da Gol Energy, foi assim que o mesmo se apresentou. Acontece que o mesmo Senhor com nome de” Nélson Borges” que se identificou como funcionário da galp/edp, bateu à minha porta com uns documentos para assinar alegando que seria para deixar de pagar o aluguer do contador ou contadores de gás e eletricidade, em que a minha esposa acabou por assinar. Quando verifiquei os documentos percebi que tinha sido vitima de burla uma vez que tinha acabado de assinar um novo contrato com a Gold Energy, para fornecimento de gás e eletricidade (Campanha 20 20). Informo que hoje dia 29.03.20017, desloquei-me às instalações da empresa já mencionada onde fui prontamente atendido por uma colaboradora, que foi bastante profissional e que fez a rescisão do dito contrato. A situação acabou por me deixar bastante constrangido, para não falar dos custos que tive com a deslocação, nomeadamente gastos com gasolina, parque de estacionamento e ter de faltar ao trabalho para resolver um problema causado por um alegado colaborador da Gold Energy, que a mesma não sabe quem é e que o desconhece. Mais, informo que esta reclamação não é propriamente contra a Gold Energy, mas sim contra estes Senhores (as) e as empresas que aceitam e contratam estes funcionários/burlões , que batem porta a porta para enganarem as pessoas que se encontram nas suas próprias casas e em que não foi solicitado
  • 16 mar, 2017 19:28
    No dia 14|03|2017 um (casal) tocou à porta e disse que trabalhavam para a E.D.P. pediram-me uma factura da electricidade e o cartão de cidadão e pediram para assinar 3 (três) papeis para substituírem o contador da electricidade.Posteriormente verifiquei que foi induzido a assinar um contrato com a Endesa.No dia 14|03|2017 pelas 08.40 horas telefonei para a Endesa telefone 800101013 a denunciar o contrato ,o funcionário que me atendeu disse-me que o contrato ficava anulado. Será que posso acreditar?