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​Reitoria da Universidade Nova rejeita ameaça à liberdade de expressão

08 mar, 2017 - 15:12

A conferência com o politólogo Jaime Nogueira Pinto "foi adiada" para que o tema proposto possa ser discutido "de forma alargada e objectiva num clima sereno", argumenta a reitoria.

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A reitoria da Universidade Nova de Lisboa rejeitou este quarta-feira que a liberdade de expressão esteja em causa na instituição, depois do cancelamento de uma conferência com o politólogo Jaime Nogueira Pinto.

Em comunicado, a reitoria garante a continuação da "cultura de liberdade de expressão" e afirma que a conferência, que estava agendada para terça-feira na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, "foi adiada" para que o tema proposto possa ser discutido "de forma alargada e objectiva num clima sereno".

A instituição espera por "condições de completa abertura e diálogo plural", emitindo o comunicado horas depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dito publicamente que esperava esclarecimentos sobre o cancelamento, que considerou uma decisão absurda e incompreensível.

Promovida por alunos de um movimento designado Nova Portugalidade, a conferência-debate com Jaime Nogueira Pinto tinha como temas "Populismo ou Democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate".

Em reunião geral de alunos (RGA), foi votada uma moção exigindo o seu cancelamento, com o argumento de que o evento estava "associado a argumentos colonialistas, racistas, xenófobos", e a Associação de Estudantes alega ter ficado vinculada a essa moção.

A direcção da FCSH da Universidade Nova de Lisboa justificou a decisão de cancelar a conferência de Jaime Nogueira Pinto invocando "ausência das condições indispensáveis de normalidade".

A reitoria aponta, agora, que a Universidade "tem por missão gerar, difundir e aplicar conhecimento, assente na liberdade de pensamento e na pluralidade dos exercícios críticos".

Comentários
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  • rosinda
    22 mar, 2017 palmela 01:12
    E pena! Uma universidade tao bonita com tantos burros la dentro!
  • Horacio
    21 mar, 2017 Lisboa 21:37
    Politicamente correto é fingir que um discurso de ódio que já levou a Europa a conhecer o genocidio é uma guerra terrível ,deve ser protegida como livre expressão . O fascismo não deve ser discutido como se fosse o equivalente de outros movimentos políticos .porque não é. Da mesma forma que não há justificativa para actos de terrorismo do estado islâmico .promover a subjugação de outras raças e o ódio não são opiniões políticas .sao práticas inaceitáveis e ponto. Não cabe às universidades dar um palco a malucos como os Lê Pen ou os Trumps da vida. Como também não faria tentar legitimizar líderes da esquerda e seus actos como por exemplo O assassino Stalin .
  • Americo
    08 mar, 2017 Leiria 15:33
    A Universidade "tem por missão gerar, difundir e aplicar conhecimento, assente na liberdade de pensamento e na pluralidade dos exercícios críticos". A pergunta é: A Reitoria tem assegurado tal missão?
  • ESQUERDELHOS TANGA
    08 mar, 2017 Lx 15:33
    As esquerdas e a sua aparente democracia.Sempre conviveram mal com a opinião contrária.Basta ver o demagogo e, populista, ilusionista e vendedor da banha da cobra chamado Costa quando crítica acérrimamente a Professora Teodora Cardoso e o Governador do Banco de Portugal.Procuram sempre ofender as instituições. Uns tristes e uns demagogos do pior a quem começa a cair a máscara mesmo dominando a imprensa que não é livre e está dominada por estes esquerdelhos que defendem ditaduras como a da Venezuela, da Coreia do Norte e outras como Angola.É vê-los a tecer loas à democracia nestes países...Uns impostores piores que no tempo do Salazarismo..