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À moda da Catalunha. O que muda no BPI

09 fev, 2017 - 11:00 • Redacção

Saiba que consequências terá a alteração de gestão num dos cinco maiores bancos nacionais.

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Depois da venda do BPI aos espanhóis do CaixaBank, as acções do banco vão abandonar o PSI20. O BPI regista, na manhã desta quinta-feira, uma queda de 10% para 0,947 por acção. Os títulos deixarão de estar cotados a partir de sexta-feira.

Começa, assim, uma nova era para a instituição, que traz também mudanças na gestão, ainda que Artur Santos Silva e Fernando Ulrich continuem ligados ao banco. Além dos espanhóis, a diversidade accionista fica reduzida à Allianz.

O que vai acontecer à marca BPI?

Vamos continuar a ver o nome BPI nas agências portuguesas. O BPI vai manter a sua marca completamente autónoma do CaixaBank, garantiu o presidente do grupo catalão, na conferência de imprensa de quarta-feira.

Gonzalo Gortázar disse que a adopção da identidade do CaixaBank na instituição agora adquirida não se aplica em Portugal, uma vez que é um mercado diferente do espanhol. O Caixabank e o BPI são duas instituições que se complementam, disse o líder do banco espanhol

Que mudanças vão sentir os clientes?

Para já, nada vai mudar para os clientes, que continuam a ter os mesmos interlocutores na agência. É de esperar, no entanto, que mais tarde haja mudanças na oferta comercial.

Artur Santos Silva, fundador do BPI, já disse que o domínio catalão do BPI será melhor para os clientes, já que vão pertencer a um grupo mais sofisticado e mais forte.

O que acontecerá aos trabalhadores?

O líder do grupo catalão garantiu que não está prevista uma alteração de política seguida pelo BPI nos últimos anos. A política social do CaixaBank vai manter os princípios seguidos pelo BPI. Não se antecipam despedimentos colectivos e as saídas dos trabalhadores deverão acontecer através de rescisões feitas por mútuo acordo.

O certo é que o prospecto de oferta pública avança com a previsão de uma redução de 900 colaboradores nos próximos anos.

Já em relação à rede de agências do BPI, o CaixaBank diz que o número de encerramentos deverá manter o ritmo dos últimos anos. No ano passado foram encerrados cerca de 50 balcões.

E o que acontecerá às acções?

Deixam de poder negociar no PSI 20, mas o BPI vai continuar em bolsa. O CaixaBank não conseguiu atingir nem os 90% do capital nem os 90% dos títulos que se propunha comprar, como exige o Código de Valores Mobiliários.

O banco fica em bolsa, mas com poucos títulos. E com um accionista como a Allianz, o capital disponível no mercado é ainda mais reduzido, motivo pelo qual a Euronext decidiu excluir o BPI do seu índice de referência.

Com esta decisão, o principal índice português passa de 18 para 17 cotadas, sendo que um substituto apenas será promovido na revisão anual do índice, que ocorre apenas em Março.

E que acontece à equipa de gestão?

O cargo de presidente não-executivo passa das mãos de Artur Santos Silva para Fernando Ulrich, que deixa a presidência executiva. Santos Silva é agora presidente honorário.

Já a liderança executiva fica a cargo de Pablo Forero. A nova comissão executiva de nove elementos terá três espanhóis.

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  • El Pibe
    09 fev, 2017 Porto 14:49
    Sr. Manuel Silva. a CGD não é portuguesa??? Deve ser da Etiópia...
  • Carlos Canhoto
    09 fev, 2017 Porto 14:41
    Pessoal atenção o xavier sabe e manda numa operedora de telemóveis e ele sabe quem diz mal dele.Por isso tem boa informação.Os Espanhois gostam de pessoas bem Informadas para eles andarem bem Informados.Este ratinho do norte sabe muito.Por isso cuidado! A PIDE tinha um homem a vigiar outro homem ou vários,este tem meios sofisticados ao seu dispôr e anda de avião dele.Nem o Trump dispôe deste poder arbitrário.Por isso o seu partido andar bem informado e o Marcelo também.Ser peâo em Portugal compensa não. é só no Brasil.
  • Clara Ferreira
    09 fev, 2017 Porto 14:24
    É bom que mude.Nunca vi um banco que faz o que lhe apetece,ulriche era um boy de todos os governos,e por isso impunha sistemas no banco,só comparáveis a roubos à mâo armada. E fazia porquê? Porque tinha na mão políticos e a peste do Banco de Portugal.Mas não pensei que vai alguma coisa mudar? Deixou lá o Xavier o peão do capitalismo nortenho e espanhol.Vice-Presidente porquê? Onde ganhou dinheiro para suportar tal cargo,mesmo de acordo com os Espanhóis.MP deve averiguar.Fortuna familiar não tinha, como é! Onde se arranja tanto dinheiro? É um dos boys do CDS e hoje braço "armado"de Marcelo.Por isso os Espanhóis sabem bem a que portas vâo bater.
  • Manuel Silva
    09 fev, 2017 Pombal 13:40
    Nacional, não brinquem connosco, mas existe algum banco que o seja. Deixem-se de tretas e de enganar os papalvos.
  • Porconta
    09 fev, 2017 Porto 13:38
    O BPI já ganhou com esta mudança, ganhou da minha parte o fecho da minha conta e a retirada das minhas poupanças, tal como o Santander, quando percebi que não passam de bancos que vem para cá chular os Portugueses e levar os lucros para lá, mas tenho de concordar que estou a ficar sem escolhas a não ser a CGD.
  • Mafurra
    09 fev, 2017 Lisboa 12:54
    Desta vez nem o Condestável nos safa ! Se não vai pelas armas..., compra-se. E os "Vasconcelos" vendem. Ai vendem, vendem...
  • Herminio
    09 fev, 2017 Leiria 12:52
    Para o Fernando, a coisa até correu muito bem. Aguenta mais uns milhões por ano, sem CES e com as mordomias anteriores e que ele chegou a pensar que tinhtinha que ir para o desemprego. Cheguei a ter pena dele. Faz parte dos banqueiros dos milhões por ano. Ainda falam em vencimentos criminosos, crime grave é andar a sulfatar sem curso
  • Costa Ferreira
    09 fev, 2017 Vale de Cambra 12:51
    Atendendo ao que se tem vindo a verificar, cada vez mais acentuadamente, não há dúvida alguma de que os nossos antepassados tinham razão quando diziam que, de Espanha, nunca devemos esperar bons ventos...
  • Tazlouco
    09 fev, 2017 Lisboa 12:43
    O que é de lamentar ( e não estou a ser nacionalista) é que os bancos portugueses estejam a ser adquiridos por instituições estrangeiras, tudo porque a ganância, os negócios obscuros, as más escolhas financeiras dos gestores portugueses, levaram a uma fragilidade do sistema financeiro português, que para evitar o colapso tivemos de vender os bancos, deixar de ter total autonomia do centro de decisão. Já o antigo ministro da Economia Álvaro Santos Pereira disse na entrevista da RTP, que alguns problemas (eu diria muitos) da economia portuguesa, são o resultado da corrupção e fraudes na banca e que tinham de ser todos chamados à responsabilidade. Portugal perde a cada dia mais a sua autonomia financeira. É lamentável.
  • 09 fev, 2017 aldeia 12:39
    Por mim os bancos podem ser todos estrangeiros,assim,nós (os contribuintes) não temos de pagar pelas burlas dos banqueiros,e já agora, os responsáveis pelo descalabro da banca em Portugal,deveriam estar presos e os seus bens arrestados a favor do estado.