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Jerónimo. Processo do Novo Banco “corre risco” de se transformar num novo BPN

07 jan, 2017 - 21:37

Líder comunista insiste no “controlo público da banca”.

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O secretário-geral do PCP diz que o processo do Novo Banco "corre neste momento o sério risco de se traduzir num processo de contornos iguais ao BPN" e defende o "controlo público da banca".

"A utilização da resolução ao BES [Banco Espírito Santo] corre neste momento o sério risco de se traduzir num processo de contornos iguais ao BPN em todas as dimensões", afirma Jerónimo de Sousa, durante um almoço-convívio do PCP, em Grândola.

Para o líder do PCP, "se depois de pagar a resolução, a opção do Governo for vender o Novo Banco por um preço a desconto, então essa resolução em nada difere da chamada nacionalização do BPN".

"No essencial, em ambos os casos, estaríamos perante um processo de socialização da dívida dos privados e devolução aos privados do banco já livre de problemas", argumentou, frisando que "o PCP não concorda com esta solução de pôr os portugueses a pagar mais uma vez os desmandos da banca".

Jerónimo de Sousa defendeu ainda que "a entrega do Novo Banco a privados significaria que mais de 60% do capital bancário seria detido por grupos estrangeiros" e que "isso tem implicações concretas na capacidade de decisão política dos portugueses e nos seus órgãos de soberania".

"E é por isso que nós consideramos, camaradas, que esta questão do controlo público da banca é um elemento fundamental de afirmação da nossa soberania, por um lado, e na possibilidade de desenvolvimento económico", sublinhou perante a plateia de militantes do partido.

"Alguém acredita, camaradas, que se ficar na mão de estrangeiros têm alguma preocupação em relação ao apoio às pequenas e médias empresas, em relação às famílias, em relação à nossa economia", questionou.

"Claro que não", rematou, afirmando o empenho na "batalha do controlo público da banca".

Comentários
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  • Gerôme
    08 jan, 2017 Paris 10:36
    O maior problema Português é a banka porque há excesso de bankos! Sendo assim acabe-se com todos os bankos excepto dois, ficam apenas um banko público e outro privado. Façam isto já e verão que cancro financeiro/económico do País começa a ser resolvido!
  • André
    08 jan, 2017 Lisboa 09:55
    Pelo menos, os actores não são os mesmos. O PSD de Lisboa, Sintra e Setúbal alugaram ontem uma discoteca em Almada para festejarem a morte de Mário Soares. Ao mesmo tempo fizeram brindes com Vodka a pedir a morte de toda a gente que votou nos partidos de esquerda. Estas pessoas metem NOJO. Lá por serem todos muito ricos e terem os amigos a trabalhar para a banca a ganharem 100000 euros por ano, não lhes dá o direito de ignorarem tudo o que ficou para trás.