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Mortes nos Comandos. Dois militares arguidos integram força portuguesa na República Centro-Africana

21 dez, 2016 - 17:12 • Ana Rodrigues

Ministério Público não levantou qualquer objecção.

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Dois militares arguidos no caso das mortes no 127.º treino dos Comandos vão integrar a força que segue dentro de dias para a República Centro-Africana.

Ao que a Renascença apurou, os dois enfermeiros constituídos arguidos integram o contingente de 160 militares que vão integrar a missão das Nações Unidas de Estabilização do Território.

A Renascença sabe que o Ministério Público foi contactado sobre a integração destes dois militares e não levantou qualquer objecção.

A mesma fonte afirmou que o Exército não pode suspender os militares do serviço porque tal constituiria uma pena antecipada. Além disso, os militares constituídos arguidos aguardam o desenrolar do processo em liberdade, com a medida de coacção de termo de identidade e residência (TIR).

O único militar arguido neste processo que não pode integrar a missão na República Centro-Africana é o médico Miguel Onofre da Maia Domingues, que, além do TIR, ficou suspenso de funções no Regimento de Comandos e noutras unidades de saúde militares.

Os militares Hugo Abreu e Dylan Silva morreram na sequência do treino do 127.º Curso de Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, que decorreu no dia 4 de Setembro, e vários outros receberam assistência hospitalar.

Integrada na missão de estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana, MINUSCA, a força portuguesa é composta por 160 militares, dos quais 90 do regimento de Comandos e quatro da equipa de controlo aéreo da Força Aérea Portuguesa, segundo informação do Exército português.

Marcelo visita República Centro-Africana

Marcelo Rebelo de Sousa reafirmou esta quarta-feira a intenção de ir visitar, em Janeiro, o contingente português naquele país.

"Reafirmando a intenção de vos visitar na República Centro-Africana, a todos vós desejo os maiores êxitos no cumprimento da missão de contribuir para manter a paz e a segurança internacionais na República Centro-Africana, na certeza absoluta de que sabereis prestigiar as nossas Forças Armadas, sempre, mas sempre a pensar no nosso Portugal", disse Marcelo Rebelo de Sousa durante a cerimónia militar de entrega do estandarte nacional à primeira força portuguesa destacada na MINUSCA.

Segundo o comandante supremo das Forças Armadas, a participação portuguesa nesta missão "assume especial relevância não apenas no quadro das operações de manutenção de paz das Nações Unidas", mas também porque demonstra a solidariedade e o empenhamento de Portugal no contexto internacional.

[Notícia actualizada às 19h40. São dois os militares arguidos no caso dos Comandos envolvidos na missão]

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  • Otário cá da quinta
    22 dez, 2016 Coimbra 16:25
    Eu rastejei em salinas, engoli lodo e fui à guerra. Eu até costumo dizer que ninguém morre de véspera ! Estou aqui e já a caminho dos oitenta anos. Os comandos é uma força especial e portanto é só para voluntários e quem não pode, morrer se deixa (DESISTE). Não se pode , não deve acabar com esta força especial, assim como não se deve acabar com a Policia Judiciaria e entrega-la a CURIOSOS. Cada macaco em seu ramo...! NO MEIO DISTO TUDO, HÁ SEMPRE UM QUE PAGA AS FAVAS PELOS OUTROS, PORQUE OS OUTROS SÃO SEMPRE OS DONOS DISTO TUDO, OS INTOCAVEIS. Na minha opinião, se querem alterar os cursos para MENINAS, então que se acabe os comandos.
  • Dias
    21 dez, 2016 Lx 19:24
    Estou enganado pensava que era NATAL e afinal é 1 de Abril.
  • João Campos
    21 dez, 2016 Estoril 18:40
    Arguido não é condenado !
  • panzerav
    21 dez, 2016 Oeiras 18:22
    Mas, vai, Antes ou Depois de ser julgado? ser for antes... Tem dois nomes: Fuga à Justiça e, desrespeito pela JUSTIÇA REAL-que não a "militar"(?). Mas, neste país vale tudo: Até achincalhar os Tribunais e o MINISTÉRIO PÚBLICO!
  • Nuno
    21 dez, 2016 Leiria 18:19
    1 indicio da culpa morrer solteira,como muitas outras situações. Pq integrar este militar na comitiva? Sabendo que é arguido, mesmo assim é como se nada fosse? Não foi condenado é verdade, mas nao havia mesmo mais ninguém? E essa de perguntar ao MP se opõe... na minha opinião nem sequer devia integrar comitiva
  • tuga
    21 dez, 2016 lisboa 17:45
    Desgraçado foi de quem morreu!!!