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"Estrela" brilha mais este Natal. Família de Alepo recebida em Lisboa

19 dez, 2016 - 08:41

Pai, mãe e filho menor vão ser acolhidos na freguesia da Estrela. “Sinto-me privilegiado enquanto autarca”, diz o presidente da Junta sobre “os valores de humanismo da comunidade”.

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Uma família de refugiados sírios provenientes de Alepo vai passar o Natal em Lisboa. Trata-se de um casal e um filho estudante que vão ficar na Junta de Freguesia da Estrela, onde o processo de integração já está definido.

“A integração da família terá de ser feita em duas fases: uma primeira relacionada com a sua própria subsistência, portanto, assegurar que há condições para o enquadramento profissional dos pais; e uma segunda dimensão relacionada com a integração escolar do jovem que, apesar de tudo, está prejudicado do ponto de vista dos estudos ao longo dos últimos tempos e é necessário reenquadrá-lo”, diz à Renascença o presidente da Junta de Freguesia.

Luís Newton explica ainda que esta família tem um agregado familiar maior: “Um filho está na Alemanha, uma filha já casada e com três filhos e que vai ser agora também acolhida em Portugal, e tem o filho mais novo, que está ainda a viver com os pais e será acolhido na freguesia da Estrela”.

“O pai é relojoeiro, a mãe era dona de casa e o filho estava no liceu quando tudo aconteceu”, acrescenta.

O autarca diz-se “privilegiado” por a sua comunidade demonstrar “sempre enormes valores de humanismo e solidariedade”, que motiva a junta “para prosseguir este esforço de integração”.

Este processo de acolhimento acontece em colaboração com o Movimento Apostólico Schoenstatt.

Portugal é o 4.º país da União Europeia que acolheu maior número refugiados que chegam à Itália e à Grécia. A revelação foi feita pela ministra da Administração Interna, que informou que o país recebeu, só em 2016, mais de 600 pedidos de asilo.

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  • Isabel Aquino
    19 dez, 2016 Lisboa 21:11
    Acho bem que se mostrem solidarios com os povos em guerra, mas é revoltante haver tantos portugueses, sem abrigo, pessoas com doenças cronicas graves, que é o meu caso, tenho Lupus, e não posso faltar nem 1 dia ao serviço, mesmo com dores terriveis para não morrer eu e a minha filha à fome. Na terra da minha mãe dizem: esmola a Mateus, primeiro aos teus. É tudo bonito mas só para os de fora.