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Plano de recapitalização da Caixa ronda os 5,1 mil milhões de euros

22 jun, 2016 - 10:30

O valor foi apurado pela Renascença. O documento será apresentado esta quarta-feira.

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O plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos está pronto, mas ainda não está fechado, avança na manhã desta quarta-feira a Antena 1. A Renascença apurou que o valor em cima da mesa para o processo é de 5,1 mil milhões. O documento será apresentado pelo ministro das Finanças, às 15h30.

Esta quantia abarca o reforço de capital que a instituição terá de fazer para respeitar as regras europeias, a cobertura de créditos malparados e o programa de reestruturação do banco.

Apesar de não prever despedimentos, está prevista a saída de 2.500 trabalhadores através de processos de reforma ou de rescisões amigáveis. A CGD fechou o ano com 16.058 trabalhadores, mais de metade dos quais a trabalhar fora de Portugal.

Haverá ainda a necessidade de fechar 300 balcões, a maioria no estrangeiro, ou seja um quarto das actuais 1.253 dependências bancárias.

A maior fatia dos 5,1 mil milhões será para a cobertura de crédito malparado, que, na semana passada, o "Correio da Manhã" revelou, citando uma auditoria ao banco, estar orçado em 2,3 mil milhões de euros.

À Renascença, fonte do Bloco de Esquerda confirma que o Governo "está a trabalhar connosco num plano de recapitalização." As conversações não serão conclusivas porque a mesma fonte revela que o partido precisa de mais dados. "A recapitalização da Caixa depende das suas necessidades. É importante que o governo e o Banco de Portiugal divulguem os dados que têm sobre auditoria.

"Não falamos dos números. É o Governo que os deve anunciar", acrescenta o Bloco de Esquerda.

Também o PCP confirma a existência de conversações, mas desmente que tenha dado luz verde ao avanço do processo,

A Antena 1 anuncia ainda que o plano prevê também que o banco do Estado fique com os 900 milhões de euros injectados pelo executivo em 2012 e que deveriam ser devolvidos no próximo ano.

[Notícia actualizada com mais dados às 15h15]

Comentários
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  • 22 jun, 2016 12:27
    Grande cambada de comiloes.
  • M FÁTIMA ABRANTES
    22 jun, 2016 Cascais 12:00
    Mais um?!! Estamos admirados? Não! Tenho pena de quem lá trabalha que fica sem o seu meio de sustento. Não me interessa se ganham muitíssimo mais do que eu: com certeza que sim! É engraçado que "não haja despedimentos", claro, mas existem..... "rescisões"!!! Sem comentários!!! Corrupção atrás de corrupção, saem de "tachos" ondem lhes pagam menos mas que lhes "dão prestígio" para depois, quando saem das anteriores funções, irem ocupar "lugares-chave" onde ganham "balúrdios" e ondem "enchem os bolsos" e "dão cabo das empresas e das instituições"!!! Mas não sabemos todos do que se passa?!! Claro que sim! Espero não encontrar nenhum "à minha porta" a pedir "uns tostõezinhos" ..... e a não ser "para o Santo António"!!!
  • José
    22 jun, 2016 Braga 11:30
    Sem dúvida. Mas afinal, do que é que estávamos há espera “viva o capitalismo dos tolos”.... Temos um sistema político/ financeiro, obscuro, vigarista, corrupto, que serve a “clientela dos amigos”... Salários milionários são pagos, para que estes senhores levem bancos, empresas, e até o próprio Estado à falência… Senhores da alta finança...que nos tribunais, andavam de recurso em recurso...E no final são todos inocentes… O poder político desde que se deixou financiar/dominar pelo poder financeiro, ficou refém deste. Pois, então o mérito, a competência, as capacidades dos gestores tão bem seleccionados; e então o compadrio, as cunhas entre outras coisas… O problema, é que, neste Estado Democrático, existem muitos esqueletos guardados no armário, muitos deles fechados a sete chaves...
  • JULIO
    22 jun, 2016 vila verde 11:13
    Muito dinheiro para a caixa poder alimentar o monstro parasita . Vai haver pategos que chegue para pagar o dito monstro ?