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Patrões rejeitam 35 horas e mais dias de férias

06 jun, 2016 - 22:09

Os empresários querem tornar o país mais competitivo e criar emprego, mas não estão disponíveis para imposição de medidas pelo Governo, afirma o "patrão dos patrões".

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Os patrões não querem reverter medidas adoptadas durante o período da “troika”. A CIP – Confederação Empresarial de Portugal avisa que não haverá horário de trabalho de 35 horas no privado, nem a instituição de 25 dias de férias.

O presidente da CIP, António Saraiva, diz que os empresários querem tornar o país mais competitivo e criar emprego, mas não estão disponíveis para imposição de medidas.

O “patrão dos patrões” lembra que o aumento do salário mínimo e a reposição dos feriados não foram aprovados em sede de Concertação Social.

Apesar das reservas demonstradas, António Saraiva sublinha, contudo, que os patrões estão disponíveis para o "diálogo social".

O presidente da CIP falava à agência Lusa à margem de um ciclo de debates sobre “Política Industrial para o século XXI”, esta segunda-feira à noite, em Loulé.

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  • Helder Luis Lines Ve
    07 jun, 2016 CHARNECA CAPARICA 15:26
    Estes pobres patrões vão morrer pobres. Eles escolheram a melhor política para não enriquecer.
  • NUNO
    07 jun, 2016 Lisboa 10:14
    Mas nao ha quem meta estes gajos na linha?! Era acabar ja com essas "associacoes mafiosas e de mafiosos... Exploradores! Gatunos!
  • Pinto
    06 jun, 2016 Custoias 22:51
    Com tanta vigarice e corrupção no mundo empresarial o Sr, António Saraiva devia estar calado.
  • Pinto
    06 jun, 2016 Custoias 22:45
    Os empresários querem manter um nível de pobreza extrema para poderem ditar as regras de repressão laboral.
  • Pinto
    06 jun, 2016 Custoias 22:30
    Os patrões rejeitam tudo, Pergunto ao António Saraiva se sabe o que é trabalhar com 530.00€ mensais e ter de sustentar um família. Os colaboradores tanto dão produção com mais uma hora como menos duas horas, se andarem alegres e satisfeitos com o trabalho e com os salários satisfatórios, que é o que não acontece. os senhores da CIP em conjugação com o PSD mantiveram os salários e contratos colectivos congelados desde 1998, conseguiram com que as profissões especializadas baixassem para o salário de servente, ( salário mínimo). Penso que a ideologia e mentalidade dos patrões portugueses não vai mudar, é pena, um país com salários pobres é sempre um país pobre.
  • Fausto
    06 jun, 2016 Lisboa 22:28
    Que diferença vai fazer 5 horas numa semana a qualquer empresa seja ela qual for só se for ter empregados com menos motivo de queixas de cansaço se as empresas se virem obrigadas a pedir mais 5 horas extra aos empregados é porque está bem de volume de negocios logo é sinal que são competitivas.