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Associação de investigação em cancro pede “estratégia convergente” entre Ministérios da Saúde e da Ciência

25 mai, 2016 - 22:04 • Hugo Monteiro

Luís Costa diz que nem sempre é necessário haver mais financiamento estatal, porque às vezes o que é preciso “é criar instrumentos legais”.

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O novo presidente da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC) apela ao Governo para que crie um plano convergente, que junte a investigação científica e a investigação clínica. Luís Costa, que tomou posse como presidente da ASPIC há cerca de um mês, diz que é preciso pôr a trabalhar em conjunto os Ministérios da Saúde e da Ciência, até porque “a investigação pode resultar em novos investimentos para Portugal”.

“Era muito importante que houvesse uma estratégia convergente entre aquilo que é a atitude do Ministério da Saúde e a atitude do Ministério da Ciência. Tem de haver um plano convergente. Um plano que abra canais para que as pessoas possam trabalhar nesta área com as melhores condições”, defende Luís Costa que explica que, “se descobrirmos coisas interessantes que as pessoas lá fora reconheçam como sendo importantes, isso vai atrair investimento”.

O presidente da ASPIC diz que nem sempre é necessário haver mais financiamento estatal, porque às vezes o que é preciso “é criar instrumentos legais para que se possa arranjar apoios da sociedade civil e apoios de empresas particulares para que se possa evoluir mais”.

Para Luís Costa, este plano estratégico de fundo para a investigação científica e clínica deve ser pensado a longo prazo. Um processo no qual deve ser ouvido “quem está no terreno e quem está a trabalhar”. Trabalho que tem de ser efectuado não só por este governo, como também para os que se seguirão “para que se acarinhe um plano que possa ser promissor nesta área”.

Esta estratégia poderia derrubar alguns dos obstáculos que a investigação científica e a investigação clínica ainda enfrentam. O presidente da ASPIC reconhece que a dificuldade de financiamento continua a ser um problema para o qual a solução pode estar no apoio de particulares. “A sociedade também tem de entender que é preciso ajudar as pessoas que querem investigar nestas áreas. Por exemplo, há uma atitude de apoio à investigação por parte de particulares nos Estados Unidos ou em Inglaterra, que em Portugal não há e que é preciso promover”, defende Luís Costa.

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