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PS “lamenta” condenação de activistas angolanos

30 mar, 2016 - 20:29

Grupo parlamentar socialista espera que esta situação seja “corrigida”.
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O grupo parlamentar do PS “lamenta” a condenação dos 17 activistas políticos em Angola.

Num voto de condenação, apresentado no Parlamento e que vai ser votado esta quinta-feira, os socialistas lamentam “a situação a que se assiste e que atenta contra princípios elementares da Democracia e dos Estados de Direito fazendo votos para que ela seja corrigida.”

O partido tem ainda “a esperança de o processo vir a ser reconsiderado”, lê-se no documento a que a Renascença teve acesso.

Para o PS, a condenação dos 17 activistas, em que se inclui o cidadão luso-angolano Luaty Beirão, “é uma sentença pesada para jovens e académicos que certamente têm ainda um contributo importante a dar para o desenvolvimento de Angola.”

Os socialistas estão ainda preocupados com os dois condenados que “estão já há vários dias em greve de fome” e com as condições de saúde que se agravam “de forma preocupante”.

Lembra também o PS que “a democracia não pode existir sem a liberdade de expressão e de reunião. A crítica e discussão públicas sem constrangimentos são pilares centrais da democracia.”

Já esta quarta-feira no Parlamento, a deputada do Bloco de Esquerda Catarina Martins queria uma "palavra clara" sobre o que o primeiro-ministro pensava sobre a condenação em Luanda de 17 activistas. Na resposta, António Costa limitou-se a ler, de um papel, o comunicado já divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O Tribunal de Luanda condenou, na segunda-feira, a penas entre dois anos e três meses e oito anos e seis meses de prisão efectiva os activistas angolanos julgados por co-autoria de actos preparatórios para uma rebelião. Foram igualmente condenados por associação criminosa.

No caso do 'rapper' luso-angolano Luaty Beirão, que chegou a fazer greve de fome contra este processo, a pena, em cúmulo jurídico também por falsificação de documentos, foi de cinco anos e seis meses de cadeia.


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  • Rogério Nunes
    31 mar, 2016 Mirandela 01:31
    Agora que o PS é governo, também podia "lamentar" que ANA Aeroportos de Portugal, empresa controlada pelos franceses da Vinci, ainda não tenha tornado público o número de passageiros dos aeroportos portugueses, durante os meses de janeiro e fevereiro de 2016. Por toda a Europa, essa informação já é do conhecimento público, com dados publicados na imprensa, há várias semanas. Em Portugal, isso é "segredo de estado". Cheira-me que isto está relacionado com o aeroporto de Lisboa, com o alcançar ou não da sua capacidade máxima, com a utilização da Base aérea do Montijo como aeroporto para as "low cost", e com a construção ou não de um novo aeroporto de Lisboa, em Alcochete. Pelos vistos na ANA Aeroportos de Portugal ninguém sabe contar nem fazer contas. Ou será que sabem mas não lhes convêm?
  • Jorge
    31 mar, 2016 Conchinchina 01:15
    Esperem sim mas sentados, porque em pé vão cansar de tanto esperar .
  • jose
    30 mar, 2016 sintra 22:35
    Porque será que PS e Bloco estejam preocupados no que se passa em Angola?Deviam sim era preocupar com o nosso pais e torna-lo mais próspero e melhores condições de sobrevivência para os mais necessitados como idosos e desempregados de longa duração, e não fazer promessas impossíveis. No que toca aos ativistas ,não se metessem em confusões,e cabe ao Governo Angolano resolver. Todos sabemos que é um país corrupto e ditador. morrem diariamente milhares de pessoas á fome.
  • Pela transparência
    30 mar, 2016 Almada 21:09
    Acho isto grave, pois é uma violação do princípio da separação de poderes! Se acontecesse cá os políticos recusavam comentar casos de justiça, alegando que devido ao princípio da separação de poderes não o podem fazer. Ou seja o problema não é o princípio da separação de poderes, o problema é que não querem comentar casos de justiça para certas coisas não se saberem, o povo tem de continuar iludido! Lembro aos políticos que numa democracia nada esta acima da critica!