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Ele fez isso? O rap e mais quatro momentos surpreendentes de Marcelo

11 mar, 2016 - 19:43 • Matilde Torres Pereira com Redacção

Esta tomada de posse não foi como as outras. Estes cinco momentos provam-no.

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1 - Ultrapassagem pela direita, e a pé

Na chegada à Assembleia da República, em Lisboa, para a cerimónia oficial de tomada de posse, Marcelo Rebelo de Sousa “fintou” o protocolo pela direita em marcha rápida ao descer a Calçada da Estrela a pé, desde casa dos seus pais, até chegar ao Parlamento. Pela esquerda, pela Rua de São Bento, já tinham descido mais de 500 convidados em viaturas oficiais.

Marcelo provocou assim uma pequena confusão entre os repórteres de imagem, elementos do corpo de segurança e os funcionários do Parlamento e do protocolo de Estado que o acompanhavam.

Pelo caminho, o novo Presidente aproveitou para acenar aos populares que se encontravam na rua e a bordo dos transportes públicos. No fim do curto trajecto, afogueado, tirou o sobretudo antes de se dirigir ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, para dar início às cerimónias.

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Marcelo "fura" protocolo e chega a pé ao Parlamento
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2 – Um encontro histórico na mesquita

Marcelo fez história ao visitar a Mesquita de Lisboa no dia da sua inauguração. Entre as 18 religiões presentes não houve dúvidas sobre a importância do evento, nem de que Portugal, neste campo, “é exemplar”, segundo disse no dia o xeique David Munir.

Depois de ser recebido por um grupo de crianças representantes de diferentes confissões religiosas, o Presidente fez um breve discurso em que lembrou que a Constituição "consagra a liberdade religiosa" e apelou a que "o espírito ecuménico" testemunhado no encontro "possa servir de exemplo para todos os domínios da vida nacional, convidando à aceitação do outro, ao diálogo, ao entendimento e à compreensão recíproca".

Os vários religiosos presentes rezaram, cada um, um trecho de uma oração inter-religiosa internacional que apelava à "sabedoria para distinguir o bem e o mal" e à "compaixão para acabar com os conflitos".

Encontro histórico na Mesquita de Lisboa marca início de mandato de Marcelo
Encontro histórico na Mesquita de Lisboa marca início de mandato de Marcelo

3 – Abraçado pelo povo no Porto

No Porto, esta sexta-feira, no terceiro e último dia de uma (longa) tomada de posse, Marcelo teve centenas de pessoas à sua espera. E retribuiu furando o protocolo.

Foi montado um perímetro de segurança, mas Marcelo tratou de o desmontar. Depois do discurso na Câmara do Porto, desceu até à Praça General Humberto Delgado, rodeando-se de centenas de pessoas.

O Presidente subiu uma das rampas que dá acesso à Câmara do Porto e ainda cumprimentou "Manuel do Laço", conhecido adepto boavisteiro, antes de entrar para os Paços do Concelho.

4 – Marcelo, o “rapper”

Aconteceu no bairro do Cerco, no Porto. Palavras para quê? Veja o vídeo.

O rap de Marcelo no Cerco
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5 – “Vinde todos a Belém”. Marcelo faz de cicerone no Palácio

O novo Presidente vai abrir as portas do Palácio de Belém no sábado, onde receberá os interessados em conhecer o edifício. Até aqui, nada de novo, Belém já esteve de portas abertas várias vezes. A novidade está no facto de o Presidente se dispor a receber e conviver com os visitantes durante um dia inteiro.

Este sábado, entre as 10h00 e as 17h30, os visitantes que quiserem passar em Belém "terão oportunidade de conhecer o seu exterior e o interior, tendo acesso a áreas reservadas que normalmente estão vedadas, como o gabinete de trabalho do Presidente", segundo o comunicado enviado pela Presidência.

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  • Miguel Botelho
    11 mar, 2016 Lisboa 22:56
    Não há momentos surpreendentes nesta segunda campanha presidencial de Marcelo. Há, sim, momentos ridículos no mais ridículo presidente da história da presidência. Basta ver a cena delirante que uniu Tino de Rans, com Marcelo. O primeiro fez tudo para aparecer em cena e levar um par de sapatos do calçado «Guimarães» para oferecer ao novo presidente. O segundo fingiu reconhecê-lo com aquele seu ar de pateta embriagado por álcool e anti-depressivos. Finalmente, Tino de Rans conseguiu oferecer o par de sapatos, de modo a prestigiar aquilo que era fabricado em Portugal. Os dois ridículos em mais um episódio irrisório desta campanha insignificante da presidência de Marcelo.
  • João Lopes
    11 mar, 2016 Viseu 21:53
    Por favor, vamos a ser razoáveis. Menos espetáculo. Já cansa. Vamos mas é trabalhar!
  • Pedro
    11 mar, 2016 Bencatel 21:27
    Super- populismo, temos o Zé dos Carnavais, o Zé das Feiras, o Zé que ainda pensa que é primeiro e agora temos o Zé do populismo, que tristeza.