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Arranca peditório nacional da Cáritas. “Se muitos derem pouco, faremos muito"

25 fev, 2016 - 11:07

Em 2015, o peditório angariou cerca de 300 mil euros, que se destinaram a apoiar os mais de 160 mil pessoas, em todo o país.

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A Cáritas Portuguesa inicia esta quinta-feira o seu peditório anual para apoiar milhares de pessoas carenciadas, que decorrerá em todo o país até domingo, data em que celebra o seu dia nacional.

Inserido na semana nacional da Cáritas, o peditório público tem este ano como lema "Cáritas: Coração da Igreja no Mundo" e pretende contribuir para o trabalho que a organização desenvolve junto dos mais pobres.

A Cáritas destina-se a "toda a gente que esteja em situação de necessidade, seja de que tipo for, e para todos os problemas", disse à agência Lusa o presidente da instituição, Eugénio Fonseca, ressalvando que a organização não faz apenas assistência social.

"Há evidências neste país em como a Cáritas tem esta preocupação transformadora de não gerir apenas a situação em que se encontram os pobres, mas procurar que deixem de ser tão pobres, sobretudo aqueles que são pobres de uma forma muito agressiva, que é uma afronta aos direitos humanos, deixem de o ser, porque isso é possível", defendeu.

Nos últimos anos, sublinhou, "os desafios foram enormes e a Cáritas, tendo consciência de que não fez tudo o que era preciso fazer, procurou empenhar-se ao máximo para que a esperança não fosse roubada e, mesmo assim, foi em muitos e em muitos corações da nossa gente que sofreu as consequências da austeridade imposta".

O peditório nacional, que Eugénio Fonseca espera que chegue a "todas as ruas das cidades, vilas e aldeias" do país, é um importante contributo para apoiar o trabalho da Cáritas contra todas as formas de pobreza.

"Não é importante o valor material daquilo que se partilha é o sentido que se dá a essa partilha e estou plenamente convencido que se muitos derem pouco faremos muito" e "alcançaremos o muito que necessitamos", sublinhou.

Segundo o presidente da Cáritas, o valor angariado destina-se a ajudar as "pessoas em situação de carência das localidades onde as dádivas são recolhidas".

Para Eugénio Fonseca, este "deve ser um compromisso nacional, assumido por todos aqueles que procuram uma sociedade mais justa, mais equitativa, mais fraterna. Um gesto de solidariedade e de co-responsabilidade".

Em 2015, o peditório público da Cáritas angariou 300.098,92 euros que se destinaram a apoiar os mais de 160.000 beneficiários da Cáritas em todo o país.

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  • Samuel
    25 fev, 2016 sul 16:03
    Apenas remendos para manter um sistema disfuncional e retrogado, mudem as leis e apliquem os impostos na erradicação da miséria, se todos derem pouco ou muito, todos beneficiamos.

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