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Estado Islâmico reivindica autoria dos ataques em Paris

14 nov, 2015 - 10:00

Reivindicação surge depois de François Hollande atribuir a autoria dos atentados ao grupo terrorista. Foi "um acto de guerra".

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Hollande. “Foi um acto de guerra do Estado Islâmico”
Hollande. “Foi um acto de guerra do Estado Islâmico”

O Presidente francês atribuiu a autoria dos atentados em Paris ao Estado Islâmico. Pouco depois desta declaração ao país de François Hollande, o grupo terrorista reivindicou a autoria dos ataques.

Num comunicado oficial, o grupo afirma que os seus militantes, munidos de cintos de explosivos e metralhadoras, desempenharam os ataques em vários locais "cuidadosamente estudados" da capital francesa.

“Oito irmãos que transportavam cintos com explosivos e armas atacaram áreas no coração da capital de França que foram previamente escolhidas”, diz o comunicado.

O texto tem, porém, um erro. O grupo reivindica com agrado o facto de ter atingido "alvos no 10º, 11º e 18º bairros" de Paris. No entanto, esta última alegação parece falsa, já que, havendo registo de ataque no 10º e 11º bairros, não há registo, até ao momento, de qualquer atentado no 18º.

"Um acto de guerra"

"[Foi] Um acto de guerra que foi planificado a partir do exterior, com cumplicidades interiores, que o inquérito vai estabelecer", disse François Hollande este sábado, numa comunicação ao país.

"Todo o território será vigiado com os meios que temos disponíveis e com apoio dos nossos aliados", disse.

Hollande classificou os atentados como "um ataque contra os valores de França", "um país livre que fala para todo o mundo"

O Presidente francês decretou três dias de luto nacional. "O país está em dor", disse.

Hollande actualizou o balanço das vítimas dos atentados: 127 mortos e um número grande de feridos.

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  • João Lopes
    14 nov, 2015 Viseu 19:39
    Devemos aproveitar o que aconteceu em França e noutros países de África, algo hediondo, para pensar que o problema é muito mais grave. A morte tem sido desvalorizada. Em todos os países está praticamente legalizado o aborto e vai-se promovendo a eutanásia e o infanticídio como um direito, e um sinal de progresso e conquista da liberdade. Em Portugal, oficialmente, há uma média de 51 abortos por dia (18.600 ano). Em França há por ano cerca de 200 mil abortos. E são seres humanos indefesos e inocentes. É um verdadeiro estado de barbárie, anticivilizacional! E quando não se defende a vida humana em todas as circunstâncias, já não há segurança para ninguém…
  • Maria de Fátima Maga
    14 nov, 2015 Elvas-Portugal 13:06
    Lamento horrível atentado. Rezo pelo povo francês e comungo a sua dor. Hoje, no estabelecimento prisional de Elvas, onde, com um grupo de voluntários cristãos, passo todas as manhãs de sábado, fizemos uma celebração pela paz, onde participaram cristãos, muçulmanos e agnósticos. E, apesar de tudo continuamos a sonhar a Paz, e a ter a Esperança que a Paz vencerá. E este mesmo grupo continua a preparar duas casinhas para receber refugiados da Síria porque acreditamos que os terroristas estão na Europa não vêm cheios de fome, atravessando barreiras de arame farpado. Apesar de muito triste acredito que vale a pena a vida e de que um mundo melhor é possível. sejamos construtores de paz, de perdão e justiça.
  • Pedro Gonçalves
    14 nov, 2015 Leiria 11:56
    Quem mete uma pedra dessas no meu caminho morre (Paulo Cunha e Silva, Casa da Música, quarta-feira). Na quinta-feira ('minto', quarta) vi 'UM PROFETA'. A culpa dos atentados de Paris de sexta 13 de Novembro, entre outros, é do Governo e do Presidente da República Portuguesa. O Estado e o povo português que prestem contas, no que nos diz respeito. Reivindico, dizem os portugueses.
  • António Costa
    14 nov, 2015 Cacém 10:33
    Há uns anos atrás ouvi um militar português, no Iraque, simples sem grandes rodeios...."...está tudo sossegado, mas à SEXTA-FEIRA, quando saem da MESQUITA é sempre a mesma coisa: uma vaga de atentados..."