|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

​“Jantar agarrado ao telemóvel não é uma família, é uma pensão"

11 nov, 2015 - 11:38

Na audiência-geral desta quarta-feira, o Papa criticou também a desigualdade a nível global no acesso aos alimentos.

A+ / A-
​“Jantar agarrado ao telemóvel não é uma família, é uma pensão"
​“Jantar agarrado ao telemóvel não é uma família, é uma pensão"

O Papa voltou a pronunciar-se contra os excessos das sociedades contemporâneas. Na audiência-geral desta quarta-feira, no Vaticano, Francisco insurgiu-se contra o facto de muitos gastarem de mais, enquanto outros passam fome e lamentou a fraca convivência familiar.

Na mensagem dirigida aos cerca de 20 mil fiéis e peregrinos que marcaram presença na Praça S. Pedro, Francisco considerou que “a convivência é um termómetro seguro para medir a saúde das relações: se na família alguma coisa não está bem, ou há uma ferida escondida, à mesa, percebe-se logo”.

“Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”, acrescentou.

Ainda a propósito da imagem de uma família reunida à mesa, o Papa Francisco lembrou ainda a desigualdade a nível global no acesso aos alimentos.

“Nos países ricos somos induzidos a gastar dinheiro para comer excessivamente e, depois, somo-lo de novo para remediar o excesso. Este negócio insensato desvia a nossa atenção da verdadeira fome do corpo e da alma. Quando não há convivência, há egoísmo, cada um só pensa em si, ajudado pela publicidade que a reduziu a uma linguagem de lanches e guloseimas, enquanto tantos, demasiados irmãos e irmãs, ficam fora da mesa. Isto é uma vergonha!”, rematou.

Para o Papa argentino, a Eucaristia de uma “Igreja familiar” é capaz de restituir à comunidade a “levedura activa e a hospitalidade mútua”: “É uma escola de inclusão humana.”

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • teixeira de sousa
    29 jun, 2016 vila nova de gaia 11:46
    Este Papa é extraordinário e ensina com toda a simplicidade as verdades da vida.
  • Rui Montellano
    19 nov, 2015 Lisboa 18:35
    Inteiramente de acordo. O nosso Papa Francisco fala-nos a todos, cristãos e não cristãos , com uma linguagem simples e objectiva.
  • Filomena Nazareth
    12 nov, 2015 Portugal 18:24
    Este Papa é extraordinário e ensina com toda a simplicidade as verdades da vida.
  • beatriz
    12 nov, 2015 felgueiras 14:20
    Perfeitamente de acordo. Já agora acrescento aos telemóveis os ipads, os jornais, revistas, etc... As horas das refeições são para reunir a família e conversar....
  • Maria van Zeller
    12 nov, 2015 PORTO 11:09
    A Sua Santidade o Papa A organização social não prima pela saúde das famílias. Como é que se pode fomentar o convívio familiar? todas as escolas têm um horário em que vir a casa à hora do almoço é impraticável. Ao almoço é que se reúnem as famílias. Não ao jantar quando todos estão cansados. Se nos horários laborais se introduzisse pausa para o almoço de 2,5 horas pelo menos, muitas famílias e toda a sociedade beneficiaria com isto. Mas como é impossível e vivemos no morno, habituados a sermos criaturas automatizadas por um sistema que nós próprios criamos e sobre o qual já não pensamos por comodismo e falta até de civismo, é o deixa andar. O que interessa é o dinheiro imediato, nem que seja por cima de pessoas e de todas as suas prioridades enquanto seres humanos. Mudar lei dos horários laborais? Obrigar colégios famílias fábricas a parar para o momento sagrado da refeição? Isso é difícil dizem ninguém quer mudar. Somos todos muito preguiçosos e não conseguimos ser melhores que isto. Encostámos-nos ao sistema conforme está. Mudar dá trabalho? Mas para que serve a lei? Para escrever sobre o que melhor atende ao bom senso. A lei regula da forma mais ética e saudável possível o comportamento humano. Mas ninguém legisla para melhorar nada. Apenas os "tachos para os amigalhaços" "ora vamos lá assegurar a reforma" e pensarem na sua missão de melhorar um país isso não é verdade. Encher o bolso e assegurar uma vida melhor. Muitos e em todos os partidos os há desses...
  • isa
    11 nov, 2015 lx 14:11
    infelizmente a pura verdade de La Palisse....vivemos em função do ter e não do ser. Não é há toa que temos o mundo que temos. Vivemos num mundo ( sociedade) doente.
  • Francisco Plínio
    11 nov, 2015 Almada 13:54
    Concordo totalmente.
  • Álvaro de Jesus
    11 nov, 2015 Porto 13:51
    Amado Francisco! Ressuscite a Reencarnação! Fale da Sua Verdade! Dela ser a Forma Justa e Divina que o PAI tem para nos fazer Evoluir, através de limarmos as nossas muitas arestas pela Lei do Retorno. Se o fizer, estará a seguir o CAMINHO e a dar Vida à Sua Mensagem. O resto virá logo a seguir. Eu sou um Sacerdote Melchizedek. Muita Paz, na Luz! Álvaro de Jesus Porto ***
  • luis
    11 nov, 2015 Portugal 12:14
    sábias palavras...