«…e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus…».
Com estas palavras, São José recebe de Deus, através do anjo mensageiro,
a missão específica de todo o pai na cultura judaica:
pôr o nome aos filhos.
Deus chama-o a participar no Plano de Salvação,
reservando-lhe a missão imprescindível de assegurar a paternidade de Jesus.
Nenhum homem daquele tempo
aceitaria a responsabilidade de ser marido e pai
em tão estranhas condições.
Comove-me a abertura de coração de São José
ao aceitar aquele desafio, cheio de legítimas interrogações.
Desempenha escrupulosamente a sua missão de pai de família,
cumprindo a vontade de Deus, sem nunca desrespeitar a lei instituída.
A sua santidade foi feita assim,
no silêncio discreto dos gestos quotidianos, em casa no trabalho,
na protecção e na sobrevivência de Jesus e de Maria.
É surpreendente dar-me conta que, como Maria,
ele aceita a vontade de Deus,
não porque compreenda, mas porque confia.
Afinal é isto mesmo o que Deus me pede:
corresponder à Sua vontade, cumprindo o meu dever...
confiando sempre.
Rui Corrêa d’Oliveira