Já se sente a Primavera a querer espreitar. Para lá do frio, do preto, branco e cinzento do Inverno, começo a descobrir pelas ruas da minha cidade, cores frescas, flores que tombam em pequenas varandas de prédios velhos…
E apesar de todas as crises, do sofrimento que atravessa continentes, da fome e da guerra que não conseguimos travar, a natureza recomeça ciclos de vida. Sempre.
Nesta manhã de sábado, quero encontrar tempo para ver o mar, olhar para as árvores que teimam em voltar a florir. Quero perder-me na beleza do céu azul e perceber, de novo, como a natureza é de todos e de ninguém. E é nesta presença plena, neste dar-se a todos, nesta capacidade de recomeçar e reviver, que hoje Te encontro, meu Senhor e meu Deus.
Obrigada por este espreitar de Primavera. Obrigada por todas as Primaveras de sempre e para sempre.
Isabel Figueiredo