“Vem, Senhor, não tardes; vem que te esperamos; vem Senhor Jesus, depressa vem Senhor”.
As luzes brilham na minha varanda; elas são para ti, Menino Deus e para anunciar ao mundo que nesta casa mora gente cristã.
O lugar para o presépio já só espera por Ti; o meu coração é a tua nova casa, Menino Deus.
As cantigas de embalar já são trauteadas por entre as azáfamas caseiras: “ó meu amado menino, ó minha tão bela flor; tomai o meu coração nos braços do vosso amor”.
A imaginação corre a mil à hora: o que inventar? Que símbolos? Que objectos? Que palavras? Que convidados, para a festa? Que tu não sejas esquecido, menino Deus.
Os ingredientes para o teu bolo de aniversário já estão separados, bem como as velinhas, que todos apagaremos contigo quando te cantarmos os parabéns.
Depois da ceia, a mesa ficará posta e a travessa devidamente servida com todos os alimentos, alargando a comunhão familiar aos nossos entes queridos, familiares, amigos, vizinhos, que já não estão fisicamente entre nós.
O resto é surpresa. Menino Deus. Anda depressa. Ajuda-nos a ajudar-te a nascer.
“Vem, Senhor, não tardes; vem que te esperamos; vem Senhor Jesus, depressa vem Senhor”.
Isabel Varanda