Toca o despertador e abro os olhos.
Espreguiço os braços.
Ergo a persiana.
Pesa este céu cizento.
Pesam-me ainda mais tantos novelos de incertezas e de medos.
E como se a noite não trouxesse o dia,
como se a dúvida não permitisse a esperança,
não vislumbro uma luz,
uma réstea de uma luz.
Nesta manhã de Advento de 2011 peço-Te, Senhor,
que, por graça, nos libertes de nós,
destes medos, destas dúvidas, destes pesadêlos que nos tolhem.
Segreda-nos a coragem de nos soltarmos destas grades
e de partirmos confiantes a caminho de Belém.
Aí, livres, havemos de ajeitar-Te umas roupinhas numa manjedoura.
E seremos enviados a anunciar em nossa vida a boa nova aos pobres,
a curar os corações atribulados,
a proclamar a redenção aos cativos
e a liberdade a todos os prisioneiros.