Hoje é Domingo e somos convocados a viver o 85.º Dia Mundial Missionário. “Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós” (Jo. 20, 21).
O evangelho (Mt. 22, 34-40) apresenta-nos a pergunta acerca do que é específico no Cristianismo: «Qual é o maior mandamento do Pai?»
São Mateus foi quem soube elaborar a formulação mais precisa do pensamento de Cristo, ao responder: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. O segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo».
O amor a Deus e ao próximo são a soma e a síntese de todos os preceitos da Escritura. A novidade da resposta de Jesus está em unir dois mandamentos, que os especialistas da Lei tinham como separados e distintos. A unidade do preceito de amar a Deus e ao próximo é indissolúvel. Amar a Deus sem amar o homem é uma utopia religiosa (uma mentira, diz São João) e amar o homem se amar a Deus, uma filantropia meramente humanitária. «A caridade com que amamos o próximo é a mesma com que amamos a Deus» (Santo Agostinho).
São Francisco de Assis, um santo que vivia profundamente o amor evangélico, mostrava bem a sua grande compreensão fraterna quando, na «Carta a todos os Fiéis» escrevia: «Amemos o nosso próximo como a nós mesmos, e se alguém não quer ou não pode amar o seu próximo como a si mesmo, que ao menos não lhe faça mal, mas lhe faça bem».
Senhor,
Coloco este dia nas tuas mãos e peço-te que me ensines a Amar com o Teu Amor.
Pe. Senra Coelho