Dizem alguns que só o amor protege a justiça contra a má inclinação que passa por todos do «Eu dou-te porque tu me deste já». Na verdade a partilha com os outros só tem sentido quando situada numa existência que desejamos todos os dias nova e aberta à nossa vida e à vida dos que nos rodeiam.
Todos somos tremendamente sensíveis àquilo que perdemos ou ao nunca tivemos; ao que percebemos ser o nosso conforto, as vantagens ou o poder que nos confere o dinheiro que temos, o saber que conseguimos, ou o ser que nos demarca.
É difícil conviver com a simples vulnerabilidade do simples amor do amor… do simples dar ao outro pela sua simples existência ao nosso lado. Do simples dar ao outro sem o horizonte de um retorno presente ou futuro. Ajuda-nos Senhor Jesus, a saber dar simplesmente porque eu existo e o outro também existe, e ambos precisamos uns dos outros para sermos o que desejamos ser, para termos o que tanto sonhamos ter, e finalmente para conseguirmos chegar à verdadeira alegria que ilumina o coração da nossa existência.
Ir. Luísa Maria Almendra