«Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado,
praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida»
Ez 18, 27
«Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado,
praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida»
Esta frase do Profeta Ezequiel
chamou a minha atenção para o Sacramento da Confissão,
que sendo imprescindível é hoje em dia tão esquecido.
Acho sempre que as minhas faltas não são tão graves
que justifiquem uma Confissão frequente,
esquecendo a seriedade que implica a minha relação com Deus
e a grandeza do dom gratuito que é o Seu Perdão.
O problema radica-se no drama do “relativismo”,
essa atitude do coração que confunde o bem com o mal,
o justo com o injusto e a verdade com a mentira,
como se essas realidades não fossem dados objectivos,
e fosse eu o juiz de mim próprio.
Viver assim empobrece-me porque me rouba a clareza ao que penso,
razão aos meus gestos, atenção ao essencial
e exacerba a importância do meu eu,
julgando que sou o que não sou.
Não há maior beleza que a de um coração arrependido,
mendicante de perdão.
Como não há maior consolo do que a paz que me inunda
quando me sei perdoado.
Rui Corrêa d'Oliveira