“Não chores – eu te ordeno, levanta-te”
Imagino a alegria dessa mulher viúva
a ver o seu filho voltar à vida.
“Não chores”.
O nosso choro muitas vezes é um teatro fácil.
Outras, a expressão da dor profunda que nos esmaga.
Sabemos que mesmo que pareças longe na alegria
Nunca estás distante quando a dor nos atinge.
Não deixes que nos afoguemos em lágrimas
mas que acreditemos numa esperança ressuscitada
a seguir a cada dor, cada escombro, cada queda.
Estende-nos sempre a tua mão benigna
para que nunca rastejemos na nossa miséria.
E que saibamos aceitar a alegria de cada momento
em que acontece o brilho da tua luz.
P. António Rego