O acidente aconteceu no ano passado. Deu-se o imprevisível e os sonhos daquele Verão desapareceram no espaço de poucos segundos.
Passou pelas salas silenciosas dos cuidados intensivos, pelos blocos operatórios, pelas enfermarias quentes e ruidosas.
Nas salas de espera, a família e os amigos trocavam palavras e abraços, na esperança de voltarem a estar todos juntos, cúmplices na afectividade de uma família imensa, ruidosa e alegre! Num dia de sol, foram todos juntos, até Fátima. Queriam pedir por ela, ali, naquela terra onde os pedidos não se podem contar, onde as lágrimas não têm fim e onde a esperança é imensa. Recuperou, com uma força e uma coragem extraordinária.
Nesta manhã Senhor, eu Te peço por ela, e por todos os que enfrentam operações sem fim, dores, recuperações longas e dolorosas. Eu Te peço pelas suas famílias, que sofrem em silêncio, que suportam a espera nos corredores dos hospitais.
Só na certeza do Teu Amor podemos reencontrar a esperança.
Isabel Figueiredo