À noite costumo ler o Evangelho do dia seguinte.
Gosto sempre. Ontem gostei mais. É aquele em que o Senhor afrima «que o Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo».
E tantas vezes me inquieta esta pergunta «Qual é o meu tesouro?»
Os meus filhos?
Os meus netos?
Os amigos?
Os vizinhos? Os colegas?
Realmente esses são também o meu tesouro.
Sei que daqui a pouco hei-de ir ao café. Geralmente encontro senhoras, cada uma em sua mesa.
Tentam matar a solidão.
E parecem ser sobejos.
De famílias que já não são,
de casas pequenas que já não são casas,
de telefones que não tocam.
Ensina-me, Senhor, a atenção e o amor a estes sobejos.
Hoje, vou entrar no café, dizer Bom Dia, sorrir.
A minha vida encontrará também no Amor a estes sobejos
um tesouro escondido.