Neste Domingo, Jesus apresenta-nos a parábola do trigo e do joio (Mt. 13, 24-43). De facto, o trigo e o joio coexistem, neste mundo, o trigo e o joio, a santidade e o pecado, o bem e o mal.
O trigo cresce, apesar do joio. Não temos o direito de julgar os outros, pois será Deus a julgar «cada um segundo as suas obras» (1 Pe 1, 7). «A Mim pertence fazer justiça, Eu é que hei-de retribuir, diz o Senhor» (Rom 12, 21). Nem sequer nos podemos julgar a nós próprios, pois «quem me julga é o Senhor» (1 Cor 4,4).
Não somos melhores que aqueles que julgamos e condenamos. Pelo menos, corremos o risco de ceder, como eles, à nossa fragilidade. Por isso, S. Paulo nos exorta: «Quem pensa estar de pé, veja que não caia» (1 Cor 10,12).
Hoje, façamos nossa a prece de um cristão chinês que orava assim «Senhor, desperta a tua Igreja, e começa em mim; constrói a tua comunidade, e começa na minha pessoa; faz com que haja paz em toda a terra, e começa em mim; faz chegar o teu amor e a tua verdade a todos os homens, e começa em mim!».
P. Senra Coelho