Mal nos conhecemos. Breves encontros nos intervalos.
Tenho-lhe percebido a ternura com que se aproxima dos outros. Ouve, deixa uma palavra amiga.
Ontem soube que o filho do Vítor está muito doente.
Não sei imaginar a dor. É-me difícil dizer Seja feita a Tua vontade.
Telefonei-lhe a medo.
Não esperava ouvir o que me disse.
Triste, mas não desesperado, foi ele quem me animou: «Não é Deus quem quer o sofrimento. Pomos tudo nas Suas mãos».
Nunca tinha percebido que o Vítor era crente.
Dou-Te graças, Senhor, porque a vida está cheia de gente que tem aquele jeito de serem Teus secretos discípulos.
Sem alarido.
Sem sermões.
Certeiras as palavras do Evangelho: «Eu Te bendigo, ó Pai, porque escondeste estas verdades aos sábios e aos inteligentes e as revelaste aos pequeninos.».
São Teus discípulos, como o Vítor, os benditos de Teu Pai.
Cruzam a nossa vida desatenta.
Dizem o Teu Reino.
Maria Teresa Frazão