Senhor, ajuda-me a não julgar.
Não é bem, para não ser julgada.
É mesmo não julgar.
É aceitar tudo e todos.
Parece-me de forma tão convicta que vivo numa sociedade em que serve «não parar para pensar». Serve «o que fica bem ou tem melhor imagem».
Realmente, bem sabes, quanto sofro.
Porque cheia de mim, é-me muito difícil apenas aceitar.
Vencida por este olhar da aparência,
vejo no outro o argueiro que talvez esconda a ferida,
a dor insuportável
ou cale o grito
e semeia o cansaço.
Que eu aprenda a aceitar.
Quem senão Tu, Senhor, sabe todas a razões?
Ajuda-me, hoje e sempre, o humilde retirar da trave que me tolda.
E a abrir então os olhos
Com surpresa e alegria.
hei-de amar o argueiro no irmão.
Amar só por amor.
Coração desarmado
Mão estendida.