O Evangelho deste Domingo põe em destaque a persistência inabalável duma mulher que desejava exclusivamente achar remédio para a doença grave da sua filha. Por isso, grita e volta a gritar: «Socorre-me, Senhor!».
Aquela mulher sem nome vai conseguir o que pretendia, porque não desiste de rezar com fé que o Senhor não pode deixar de enaltecer e premiar. «Mulher, é grande a tua fé!». Com os olhos na cananeia e reflectindo sobre nós mesmos, interrogamo-nos: Quando é que a fé é grande?
A «grande fé» consiste em ousar aceitar a total dependência de Deus, sem pretendermos dispor d’Ele. A «grande fé» encara, sem escândalo, o risco de, humanamente, nos sentirmos rejeitados e não atendidos, sem que esse facto nos leve a perder a confiança e a certeza de que, em todas as circunstâncias, somos amados pelo Senhor. Muitas vezes, o que sentimos é a impressão da ausência de Deus, mas a culpa reside nas falsas ideias e concepções que alimentamos acerca do Pai do Céu e de Jesus Cristo.
Senhor,
És a Luz que procuramos, só contigo veremos a Luz. Senhor, aumenta a nossa fé!
P. Senra Coelho