O mundo nunca é igual.
Lá longe é noite enquanto aqui é dia.
Mas no mesmo pólo coabitam festim e dor, morte e vida.
Tão próximos e tão distantes.
Tu viveste, Senhor, sendo Deus,
Esta dualidade na mesma Pessoa
no mesmo local, quase no mesmo momento
para em tudo seres igual a nós.
Dá sentido à nossa festa, como ao nosso luto.
Faz-nos entender a complexidade dos tempos
dos lugares, das culturas, das religiões.
Só o Teu olhar nos permite deslindar as teias complexas da vida.
Ajuda-nos a ler os Teus sinais nos sinais dos nossos tempos
De festa e luto, de desolação e esperança.
Pe. António Rego