O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
Fernando J. Regateiro

Universidade de Coimbra, património mundial

27 jun, 2013

Foram os afectos que tornaram irrelevantes as dúvidas técnicas que fariam adiar a decisão.
A Universidade de Coimbra, as suas tradições e os colégios da Sofia foram classificados pela UNESCO como património mundial, no passado dia 22.

Os delegados relevaram o património imaterial da Universidade de Coimbra, pelo seu papel na projecção universalizada da língua e da cultura portuguesas nas tradições, ideias, crenças e produção artística e literária.

No fundo, valorizaram os afectos: os brasileiros quando vêem aqui a “alma mater”, os indianos as influências na sua língua, os tailandeses uma dívida de gratidão pelas malaguetas levadas por nós!

E foram os afectos que tornaram irrelevantes as dúvidas técnicas que fariam adiar a decisão!

A nós, aqui e agora, cabe-nos valorizar os afectos e fazer deles a ponte para novos destinos no relacionamento cultural e económico, o suporte para o combate à “apagada e vil tristeza” que nos invade, a força de um poder que reconheça a diferença da Universidade de Coimbra como embaixadora da língua e da cultura e que acabe, de vez, com práticas igualitárias que podem calar vaidades e invejas, mas só geram mediocridade.