"Estamos num momento ímpar". As palavras são do Presidente do Sporting, Godinho Lopes, que, no entanto, se esqueceu de acrescentar que isso acontece não apenas por boas, mas também más razões.
As boas prendem-se com a presença e o sucesso dos leões em diversas competições internacionais, tais como o andebol, futsal e futebol, enquanto as más razões não podem ser desligadas da turbulência que atravessa o clube, e da qual uma grossa fatia de responsabilidade também lhe pertence.
A família leonina vive por estes dias mergulhada em dúvidas, e sem saber onde irá desembocar o estranho processo que um seu vice-presidente tem vindo a protagonizar de forma estranha e difícil de entender.
O regresso de Paulo Pereira Cristóvão aos cargos que exercia antes de se auto-suspender, continua a suscitar as mais justificadas interrogações, enquanto por outro lado se discutem na praça pública as dissensões que poderá ter provocado no seio da equipa directiva.
Com Alvalade à espera que regresse o sossego, a Academia de Alcochete dá sinais de viver dias tranquilos, alheada de quaisquer perturbações.
E esse é, neste momento, o aspecto mais importante a reter.
De facto será de toda a conveniência que Ricardo Sá Pinto seja capaz de preservar o grupo que comanda da agitação que se vive por outras bandas, passando assim ao lado de acontecimentos susceptíveis de afectar o seu rendimento imediato.
Por rendimento imediato, entenda-se o jogo de amanhã com o Atlético de Bilbau, a contar para a Liga Europa.
A tarefa não se apresenta fácil para a única equipa portuguesa ainda presente em competições internacionais, sendo necessária muita aplicação e concentração.
Veremos se os leões de Lisboa vão estar à altura de dar uma resposta positiva a quem, à sua volta, anda a provocar toda esta desestabilização.