Neste tempo, de um modo geral, também a família desportiva não se exime a trocar mensagens de fraternidade e de paz, que no entanto poucas vezes encontram eco nos dias que seguem à quadra natalícia.
Entre nós, porque respeitamos uma tradição nem sempre fácil de compreender, e ao contrário do que acontece noutras paragens, a actividade de atletas e de clubes quase pára, no sentido de permitir que cada um se dirija aos locais de origem para aí encontrar o aconchego que falta ao longo do ano.
No dealbar de mais um ano, o horizonte volta a apresentar-se com cores demasiado carregadas, e poucas probabilidades de modificar o cenário.
A crise que se prenuncia começa a atormentar os mais responsáveis, mas há ainda alguns que persistem em não defender da forma mais conveniente o negócio em que estão envolvidos.
Uma boa questão a merecer reflexão, sensatez e acção.
Salvar o futebol e ligá-lo à realidade actual é, a partir de agora, a tarefa mais urgente.
Boas Festas para todos.