O Futebol Clube do Porto ganhou, o Benfica seguiu-lhe o exemplo e o Sporting, para não se ficar atrás, arrecadou igualmente três pontos.
Do quarteto da dianteira, apenas o Sporting de Braga se deixou atrasar, um mau prenúncio para as dificuldades que se avizinham e que podem tornar complicado para os minhotos o mês de Novembro.
Foi uma jornada um pouco sensaborona, apenas com algumas pequenas intermitências em plano de menor destaque, mas que nem por isso merecem passar sem registo.
Por exemplo, os triunfos de Vitória de Guimarães e União de Leiria, ambos muito sofridos, tiveram o condão de trazer algum sossego aos seus apaniguados.
Na cidade do Fundador, depois de uma semana turbulenta mercê de uma assembleia-geral causadora de grandes estragos e de consequências que só o futuro vai determinar, esteve quase a acontecer o pior.
E foi mesmo sobre o apito final do árbitro do jogo com o Rio Ave que se terão salvado muitas cabeças. Vai sendo tempo de um clube com os pergaminhos do Vitória arrepiar caminho, e voltar aos seus melhores tempos.
Ainda que de forma provisória, em Leiria respira-se agora um ar mais saudável.
Um triunfo no momento próprio, e o discurso sempre irreverente do seu técnico, podem ajudar a mudanças que tragam a equipa para posições mais confortáveis.
Vem aí, a seguir, uma jornada quente, com um calendário deveras atractivo, sobretudo em função das deslocações do Porto a Olhão e do Benfica a Braga.
Com uma jornada europeia pelo meio, veremos até onde chega a capacidade de resistência, sobretudo das melhores equipas portuguesas.
A anteceder mais um longo interregno, suscitado pelos compromissos a que a nossa selecção se sujeitou, é uma jornada de transição para o período de inverno prestes a chegar e, que, como sempre, há-de provocar forte desgaste mesmo nas equipas que se afiguram nesta altura como melhor preparadas.