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Ribeiro Cristóvão

Pendurados

Ponto Final com Ribeiro Cristóvão (12/10/2011)

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Em cima da mesa, ou melhor dentro do pote sobre o qual recairá a nossa atenção, estão nomes que, à partida, não assustam muito: Montenegro, Turquia, Estónia e Bósnia-Herzgovina.
12-10-2011 16:30
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Aí estamos nós, de novo, à espera das bolinhas da sorte para ficarmos a saber o que o futuro nos reserva quanto ao próximo Campeonato da Europa.

Esta ansiedade, que poderia muito bem ter sido evitada, não vai certamente ser desfeita pelas dúvidas de agora, isto é, saber qual o adversário com o qual temos que nos entender em meados do próximo mês de Novembro.

Em cima da mesa, ou melhor dentro do pote sobre o qual recairá a nossa atenção, estão nomes que, à partida, não assustam muito: Montenegro, Turquia, Estónia e Bósnia-Herzgovina.

Porém, como temos vindo sistematicamente a tornar difícil aquilo que antes parece pouco complicado, é caso para acentuarmos as nossas preocupações, e sobre elas fazer incidir projectos de mudança que nos coloquem a salvo dos pesadelos que nos têm assaltado nos tempos mais recentes.

As conclusões que se retiram das nossas últimas exposições públicas apontam, de modo muito especial, para a falta de qualidade.

É que não é uma pequena parte – Ronaldo, Nani, Moutinho - que disfarça as exiguidades do todo, as quais contribuem para não seja possível alimentar ilusões e criar falsas expectativas.

Claro que, focados no quadro com que agora nos deparamos, fácil é concluir que a chegada à fase final do Euro-2012 está perfeitamente ao nosso alcance.

Melhor seria se, em duas mãos, não fossemos capazes de levar a melhor sobre qualquer um dos adversários que agora estão sob mira.

Mas esta circunstância não dispensa a correcção de algumas rotas que o responsável pela selecção nacional tem mantido com grande intransigência na vigência do seu mandato.

É bom saber que um qualquer líder faz da disciplina e do rigor o ponto de honra da sua prática constante.

Mas isso não o dispensa de alterar procedimentos quando se torna evidente que algumas teimosias não o estão a levar ao melhor caminho para atingir um objectivo que não é apenas seu, é, antes, de todos nós.

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