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Ribeiro Cristóvão

Avançar com segurança

30 Jul, 2012 • Ribeiro Cristóvão

Em perspectiva, temos pela frente a mais interessante temporada dos últimos tempos.

O deslumbramento que marcou a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres esbateu-se um pouco à medida a que foram tendo lugar as primeiras competições das muitas modalidades que preenchem o calendário e, sobretudo, porque do lado português se confirmam as fracas expectativas com que a nossa delegação partiu para a capital britânica. Telma Monteiro foi o último e mais marcante exemplo.

O futebol volta, assim, a primeiro plano com as equipas de topo a reclamarem as mais especiais atenções. A fase de preparação de todas elas começa a entrar em grande aceleração, uma vez que as competições a sério estão quase a bater à porta. E os avanços registados nos últimos dias reflectem uma segurança que abre perspectivas agradáveis.

Do Benfica, ficaram duas goleadas traduzidas em números iguais, embora a vitória alcançada em Barcelos não possa ser considerada à escala daquela que fez os adeptos do Real Madrid corar de vergonha face ao espectáculo deprimente que a sua jovem equipa proporcionou no estádio da Luz.

Já não muito distante de um pico de forma que pode transformar a equipa de Jorge Jesus num caso sério nesta época, o desafio frente aos comandados de José Mourinho deixou claro que no Benfica restam poucas vagas para aqueles que até agora ainda não tiveram acesso à titularidade.

Positiva foi igualmente a apresentação do Sporting perante um público sempre ávido de conquistas que permitam afastar de vez e para bem longe as frustrações de anos a fio.

As mais recentes aquisições confirmaram qualidade e, ao contrário do ano anterior, deixaram uma promessa sólida de que tudo poderá ser diferente, para melhor, se entretanto não houver avarias na engrenagem.

Parecendo resolvidos os problemas da defesa e do meio campo, resta encontrar uma solução para as carências que o eixo atacante ainda revela e que a mais recente contratação, Viola de seu nome, poderá ajudar a resolver.

Sá Pinto tem agora em mãos argumentos que faltaram a outros e que, por isso, tornaram penosamente acidentado o percurso dos últimos meses.

Do lado portista, mantém-se somente a dúvida que anda à volta da continuidade ou não de João Moutinho e de Hulk. Resolvido este problema, e caso aqueles dois jogadores fundamentais permaneçam, teremos o dragão de sempre a correr atrás de vitórias em todas as frente em que venha a bater-se.

Resumindo: em perspectiva, temos pela frente a mais interessante temporada dos últimos tempos. Mais competitiva e equilibrada, e por isso mais capaz de permitir cimentar o prestígio que lhe permita, de uma vez por todas, ultrapassar a nossa fronteira.