Saídos de um campeonato da Europa que proporcionou a todos fartas emoções, e sobre o qual há ainda análises frequentes, as atenções começam lentamente a projectar-se para a nova temporada que, mesmo sem prometer grandes novidades, acabará por se transformar inevitavelmente no centro de todos os debates.
Por enquanto, as novidades não são muitas. As equipas principais, de um modo geral, já ensaiaram os primeiros pontapés em jogos sem grandes atractivos mas, porque não há por enquanto mudanças assinaláveis em relação à temporada anterior, também por isso escasseiam dados que permitam análises muito fundamentadas.
Em relação aos clubes com maior potencial, há ainda expectativas por cumprir, tanto no que toca a aquisições como a dispensa de jogadores, se bem que as saídas constituam o aspecto mais relevante, por delas dependerem receitas por esta altura indispensáveis para as suas exauridas finanças.
Dos desafios sem grande intensidade que nos têm chegado, sobretudo através de FC Porto e Benfica, não há notas de grande relevo: fraca intensidade de jogo, processos sem mexidas, jogadores ainda à procura do seu ritmo, tudo tem transmitido sensações descoloridas, deixando apenas a ideia de que se trata de calendários que é obrigatório cumprir. Lá mais para diante se verá…
Entretanto, continuam a chegar outras notícias que já não constituem surpresa: as desistências de clubes de tomar parte em competições dos escalões nacionais repetem-se, agora com lamentável frequência, tudo indicando que se trata de um processo que ainda está no início. Para já a "epidemia" circunscreve-se às divisões secundárias, mas lá virá o tempo em que alastre e atinja outras camadas.
Da FIFA, sempre a FIFA, chega a confirmação de murmúrios que há muitos anos já circulavam. Ou seja, o antigo Presidente João Havelange, que de si procurou transmitir sempre uma imagem de impoluto, também caiu nas malhas da corrupção, e, com ele, Ricardo Teixeira, seu genro, que durante largos períodos comandou o futebol do Brasil.
Agora, para completar o ramalhete, Joseph Blatter, o actual líder do organismo máximo, acaba de opinar que os actos praticados por Havelange não eram, ao tempo, considerados crimes.
Pelos vistos, continua bem entregue o futebol mundial…